
Inflação Anual Abranda para 3,96% em Julho com Queda dos Preços de Alimentos e Combustíveis
Deflação mensal de 0,22% reflecte recuos nos preços do tomate, gasóleo e repolho, enquanto alguns bens essenciais registam aumentos pontuais.
- IPC nacional registou deflação de 0,22% em Julho;
- Inflação acumulada no ano mantém-se em 0,97%;
- Inflação homóloga recuou para 3,96%;
- Principais quedas: tomate (-8,7%), gasóleo (-4,8%), repolho (-15,9%), alface (-6,6%) e peixe fresco (-2,8%);
- Subidas relevantes: peixe seco (+2,6%), carvão vegetal (+2,1%), carne bovina (+3,7%) e frango (+1,1%);
- Maiores variações negativas ocorreram em Maputo (-0,84%) e Inhambane (-0,64%); Quelimane registou maior aumento (+0,77%).
Moçambique registou, em Julho, uma variação negativa de 0,22% no Índice de Preços no Consumidor (IPC) nacional, assinalando o segundo mês consecutivo de deflação. A taxa de inflação homóloga recuou para 3,96%, o valor mais baixo desde Setembro de 2023, reflectindo sobretudo a queda nos preços de alguns alimentos frescos e combustíveis.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a desaceleração foi influenciada principalmente pelas descidas nos preços do tomate (-8,7%), do gasóleo (-4,8%) e do repolho (-15,9%). A alface (-6,6%) e o peixe fresco (-2,8%) também contribuíram para o abrandamento.
Por outro lado, alguns produtos registaram aumentos significativos, como o peixe seco (+2,6%), o carvão vegetal (+2,1%), a carne bovina (+3,7%) e o frango (+1,1%), sinalizando pressões específicas na oferta e na procura destes bens.
Em termos geográficos, as maiores quedas de preços verificaram-se na Cidade de Maputo (-0,84%) e na Província de Inhambane (-0,64%). Já Quelimane registou o maior aumento mensal (+0,77%), seguido de Chimoio (+0,61%) e Lichinga (+0,28%).
A inflação acumulada desde Janeiro permanece em 0,97%, enquanto a inflação homóloga, que compara os preços de Julho de 2025 com os de Julho de 2024, recuou para 3,96%, consolidando uma trajectória de moderação observada nos últimos meses.
Analistas destacam que este cenário de preços mais baixos poderá aliviar a pressão sobre o custo de vida e criar espaço para o Banco de Moçambique ponderar ajustes adicionais na taxa de juro de política monetária. Contudo, alertam para riscos associados a factores sazonais, flutuações cambiais e eventuais choques no abastecimento alimentar e energético.
O comportamento do IPC de Julho reforça a importância de políticas coordenadas que mitiguem a volatilidade dos preços e assegurem a estabilidade macroeconómica, elemento crucial para o ambiente de negócios e o poder de compra das famílias.
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