
Gemfields Vende Fabergé por 50 Milhões de Dólares à SMG Capital
- Operação marca o fim de uma era e reforça o foco da empresa nas operações mineiras em Moçambique e Zâmbia.
- Gemfields vende a totalidade da sua participação na Fabergé Limited à SMG Capital LLC por 50 milhões de dólares;
- Pagamento de 45 milhões de dólares no fecho da transacção e 5 milhões em royalties trimestrais equivalentes a 8% da receita da marca;
- Venda não exige aprovação regulatória e resulta de revisão estratégica iniciada em Dezembro de 2024;
- Recursos serão usados como capital de exploração, apoiando a entrada em operação da nova central de processamento na Montepuez Ruby Mining e a retoma das operações na Kagem, na Zâmbia;
- Fabergé continuará a operar de forma independente sob a liderança de Sergei Mosunov, investidor e empresário tecnológico;
- Em 2024, Fabergé registou perdas operacionais de 5,7 milhões de dólares, apesar de activos líquidos avaliados em 50,35 milhões.
A Gemfields, produtora mundial de pedras preciosas de cor e operadora da Montepuez Ruby Mining em Moçambique, anunciou a venda da sua marca de luxo Fabergé à empresa norte-americana SMG Capital LLC por 50 milhões de dólares. A operação, que deverá ser concluída a 28 de Agosto, reforça a estratégia da Gemfields de se concentrar exclusivamente nas suas operações mineiras, fortalecendo a liquidez e a capacidade de investimento em projectos nucleares.
A transacção prevê que 45 milhões de dólares sejam pagos no fecho do negócio, com os restantes 5 milhões a serem pagos sob a forma de royalties trimestrais correspondentes a 8% da receita da Fabergé. A venda não está sujeita a aprovação regulatória, o que deverá acelerar a sua conclusão.
A decisão surge na sequência de uma revisão estratégica iniciada em Dezembro de 2024 e temporariamente suspensa para permitir a realização de um aumento de capital em Junho deste ano. Para Sean Gilbertson, CEO da Gemfields, esta é “o fim de uma era”, sublinhando que a Fabergé desempenhou um papel essencial na valorização das pedras preciosas extraídas pela empresa, em especial no reforço da sua presença no segmento de luxo.
Sergei Mosunov, CEO e proprietário da SMG Capital, afirmou sentir-se “honrado” por se tornar guardião de uma marca com um património cultural e histórico único, destacando as oportunidades de expansão no mercado global de luxo e reafirmando o compromisso com a joalharia, acessórios e relojoaria.
Os recursos provenientes da venda serão aplicados como capital de exploração, sobretudo para acelerar a entrada em funcionamento da nova central de processamento da Montepuez Ruby Mining, em Moçambique, e expandir progressivamente a produção na mina de esmeraldas de Kagem, na Zâmbia, suspensa no primeiro semestre de 2025.
Apesar do prestígio, a Fabergé apresentava, a 31 de Dezembro de 2024, activos líquidos avaliados em 50,35 milhões de dólares, mas com perdas operacionais anuais de 5,7 milhões de dólares e prejuízo líquido de 11,27 milhões de dólares, reforçando a racionalidade económica da decisão.
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