A multinacional mineira Rio Tinto aprovou o reinício do projecto Zulti South, na África do Sul, representando um investimento de US$ 473 milhões e marcando a retoma de uma iniciativa suspensa há seis anos devido a instabilidade e tensões comunitárias.
Segundo a Reuters , o projecto integra as operações da Richards Bay Minerals (RBM), empresa detida em 74% pela Rio Tinto, que explora areias minerais ricas na província de KwaZulu-Natal.
A unidade extrai principalmente zircão, rutilo, ilmenite e óxido de titânio, minerais amplamente utilizados na produção de tintas, protectores solares, componentes electrónicos e dispositivos móveis.
Extensão Da Vida Útil Até 2050
O Zulti South é considerado estratégico para assegurar a continuidade das operações da RBM, numa altura em que o corpo mineral de Zulti North se encontra em declínio. A retoma do projecto permitirá prolongar a actividade mineira até 2050, garantindo estabilidade operacional e manutenção de emprego e receitas fiscais no longo prazo.
A decisão reflecte, segundo a empresa, uma melhoria das condições de segurança e o fortalecimento das parcerias com as comunidades locais.
Calendário De Execução
A China Harbour Engineering Company foi nomeada como empreiteiro responsável pela engenharia, procurement e construção do projecto.
O arranque da construção está previsto para o primeiro trimestre de 2026, com início da produção comercial estimado para o quarto trimestre de 2028.
Sinal Para O Sector Mineiro Regional
A retoma do Zulti South envia um sinal relevante ao sector mineiro da África Austral, numa fase em que investidores avaliam riscos políticos, sociais e comunitários com crescente atenção.
O projecto demonstra que grandes operadores globais continuam dispostos a mobilizar capital significativo na região, desde que existam condições mínimas de estabilidade, previsibilidade regulatória e envolvimento comunitário.
Num contexto global de transição energética e procura crescente por minerais industriais, investimentos desta dimensão reforçam o papel estratégico da África Austral nas cadeias globais de matérias-primas.