
Cibercriminosos intensificam ataques às organizações
_África foi a região mais visada pelo cibercrime em 2021
Os hackers continuam a inovar. Assiste-se, a nível global, a uma intensificação de ciberataques à rede corporativas com recurso à novas técnicas de penetração nos sistemas e métodos de evasão que tornam muito mais fácil para os cibercriminosos levarem a cabo as suas intenções maliciosas.
Segundo dados recentemente divulgados pela Check Point Research (CPR), fornecedora líder global de soluções de cibersegurança, em 2021, o número de ciberataques por semana em redes corporativas no mundo registou um crescimento de 50% em termos homólogos, informou em comunicado.
A tendência de crescimento das ameaças atingiu um novo pico no final de 2021, revela a CPR, muito devido às tentativas de exploração da recém-descoberta vulnerabilidade do Log4J, uma falha de segurança num utilitário de registro amplamente utilizado por empresas e aplicativos Web, que fez com que o número de ciberataques por semana contra organizações chegasse aos 925, a nível global.
África foi a região mais visada pelo cibercrime, com uma média de ataques semanais por organização de quase 1600, seguida pelas regiões da Ásia Pacífico (cerca de 1400) e América Latina (pouco mais de 1100), figurando como os principais alvos do cibercrime contra organizações, apesar de a Europa ter registado o maior aumento percentual de ciberataques de ano para ano (68%).
“O que é mais alarmante é o facto de estarmos a ver algumas indústrias fulcrais para a sociedade subir cada vez mais na lista dos mais atacados”, avançou Omer Dembinsky, Data Research Manager da CPR, apontando que a educação, os serviços de administração pública, e o sector da saúde constam do top 5 de sectores mais visados em todo o mundo.
_A tendência deverá agravar-se em 2022
“Acredito que estes números vão aumentar em 2022, com os hackers a inovar continuamente e a procurar novos métodos para executar ciberataques, especialmente ransomware [software malicioso que é usado para bloquear dados de computadores e servidores]. Podemos dizer até que estamos a viver uma ciberpandemia”, destacou Dembinsky.
Neste contexto, recomenda-se a todos os utilizadores, especialmente aqueles nos sectores mais visados pelos ataques, a aprender o básico para se protegerem: “Medidas simples como descarregar patches [programas que visam fazer correções de erros em softwares], segmentar redes e sensibilizar colaboradores podem fazer muito pela cibersegurança do mundo,” frisou o responsável.(OE)















