
HCB Projecta Investimentos de US$ 2,61 Mil Milhões Para Modernizar e Expandir Capacidade Energética
- A Hidroeléctrica de Cahora Bassa apresentou, na Conferência Internacional de Investimentos de Tete, uma carteira de investimentos orientada para a reabilitação das infra-estruturas existentes, expansão da capacidade de produção e diversificação energética. O programa contempla US$ 1,31 mil milhões para modernização e US$ 1,30 mil milhões para novos projectos, num contexto de procura crescente de electricidade, riscos hidrológicos e oportunidades de industrialização em Moçambique e na África Austral.
- Financiamento Agrário: Governo prepara o anúncio de novas linhas de financiamento para a campanha 2026/27, com enfoque na transformação produtiva e na expansão da agricultura comercial;
- Investimento em Insumos: Executivo anunciou anteriormente a disponibilidade de US$ 75 milhões para financiar sementes certificadas de culturas alimentares estratégicas;
- Apoio à Produção: Preparativos da campanha incluem 185 mil kits de sementes e 710 sistemas de rega alimentados por energia solar, segundo informações divulgadas pelo Ministério;
- Riscos Climáticos: Previsões de seca severa em mais de 30 distritos do Sul e Centro colocam a produtividade e a segurança alimentar entre as principais preocupações;
- Reformas Estruturais: Ministério aposta no Programa de Transformação Agrária, no desenvolvimento das cadeias de valor e na melhoria do ambiente de negócios;
- Coordenação Institucional: Primeiro Conselho Coordenador do MAAP defende maior articulação entre Estado, produtores, banca, sector privado e parceiros de desenvolvimento.
HCB Coloca Investimento Energético no Centro da Industrialização
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) apresentou uma carteira de investimentos avaliada em aproximadamente US$ 2,61 mil milhões, destinada à modernização das suas infra-estruturas de geração e transporte de electricidade, à expansão da capacidade produtiva e à diversificação das fontes de energia.
Os projectos foram detalhados pelo Presidente do Conselho de Administração da empresa, Tomás Matola, durante a I Conferência Internacional de Investimentos de Tete (CIIT 2026), realizada sob o lema “Tete no Horizonte de Investimentos: Oportunidades para uma Nova Era de Desenvolvimento”.
A apresentação, integrada no painel “Energia e Recursos Naturais – Motores de Desenvolvimento”, colocou a segurança energética, a sustentabilidade operacional e a disponibilidade de electricidade para a indústria entre as principais prioridades estratégicas da HCB.
A carteira contempla duas componentes de investimento: US$ 1.311,9 milhões destinados à reabilitação e modernização do parque electroprodutor e das infra-estruturas associadas, e US$ 1.300 milhões para projectos de expansão e diversificação.
O programa pretende responder simultaneamente ao envelhecimento dos equipamentos existentes, ao crescimento do consumo doméstico e às oportunidades de fornecimento de energia aos mercados da África Austral.
A dimensão económica desta estratégia está associada à capacidade de assegurar electricidade fiável e competitiva para sustentar investimentos industriais, promover a actividade empresarial e ampliar a integração de Moçambique no mercado energético regional.
Tomás Matola sublinhou que a procura de energia constitui uma preocupação recorrente dos investidores interessados na instalação de unidades industriais, considerando a disponibilidade de electricidade uma das condições determinantes para a concretização desses projectos.
A HCB opera actualmente a maior central hidroeléctrica de Moçambique, com capacidade instalada de 2.075 MW na Central Sul, distribuída por cinco grupos geradores de 415 MW cada.
A empresa desempenha, assim, uma função estratégica no fornecimento de electricidade à economia nacional e aos países vizinhos, particularmente África do Sul e Zimbabwe.
CAPEX Vital Mobiliza US$ 1,31 Mil Milhões Para Modernização
A componente de reabilitação constitui uma das principais prioridades da HCB, considerando a idade dos equipamentos que integram o empreendimento de Cahora Bassa.
Segundo Tomás Matola, uma parte significativa das infra-estruturas encontra-se em operação há mais de cinco décadas, situação que aumenta os riscos de avarias, indisponibilidade de equipamentos e dificuldades de manutenção.
A empresa identificou igualmente constrangimentos relacionados com a descontinuação de determinados componentes pelos fabricantes e a escassez de peças sobressalentes no mercado internacional.
Estes factores justificam a implementação do programa CAPEX Vital, concebido para modernizar as infra-estruturas e prolongar a vida útil dos principais equipamentos por mais 30 anos, com horizonte aproximado em 2060.
O programa CAPEX Vital contempla investimentos globais de US$ 1.311,9 milhões, destinados à reabilitação e modernização das principais infra-estruturas de geração e transporte de energia da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.
A maior parcela, avaliada em US$ 712 milhões, será aplicada na modernização da Subestação do Songo, uma infra-estrutura estratégica para a conversão e transporte de electricidade. Segue-se a reabilitação da Central Sul, com um investimento de US$ 574,6 milhões, destinado à modernização dos cinco grupos geradores e ao reforço da sua capacidade produtiva e fiabilidade operacional.
O programa inclui ainda US$ 12,2 milhões para a reabilitação da Subestação de Matambo, visando assegurar maior continuidade e segurança no fornecimento de electricidade às regiões Centro e Norte do País, e US$ 13,1 milhões para obras de estabilização das encostas, destinadas a proteger as infra-estruturas do empreendimento contra riscos geológicos.
No seu conjunto, estes investimentos deverão permitir prolongar a vida útil dos equipamentos por aproximadamente 30 anos, reduzir os riscos de indisponibilidade operacional e reforçar a capacidade da HCB de responder às necessidades energéticas de Moçambique e dos mercados regionais.
Principais Investimentos do CAPEX Vital
|
Projecto |
Investimento |
|
Reabilitação da Central Sul |
US$ 574,6 milhões |
|
Modernização da Subestação do Songo |
US$ 712 milhões |
|
Reabilitação da Subestação de Matambo |
US$ 12,2 milhões |
|
Estabilização de encostas |
US$ 13,1 milhões |
|
Total |
US$ 1.311,9 milhões |
Fonte: HCB, apresentação institucional na CIIT 2026.
A reabilitação da Central Sul, designada Reabsul 2, constitui uma das intervenções estruturantes do programa.
O projecto, orçado em US$ 574,6 milhões, prevê a modernização dos cinco grupos geradores, com aumento da potência unitária de 415 MW para 433 MW.
Se a intervenção alcançar os parâmetros técnicos anunciados, a potência instalada da Central Sul poderá passar dos actuais 2.075 MW para 2.165 MW, representando um acréscimo de 90 MW.
A execução do projecto está prevista até 2034, envolvendo intervenções faseadas nos grupos geradores.
Segundo Tomás Matola, o primeiro grupo deverá entrar em processo de reabilitação por volta de Julho de 2028, com cada intervenção a exigir aproximadamente 12 a 13 meses.
A modernização da Subestação do Songo, avaliada em US$ 712 milhões, constitui a maior componente financeira individual do programa, reflectindo a importância da infra-estrutura na conversão e transporte de energia para os mercados de destino.
Por sua vez, a intervenção na Subestação de Matambo procura reforçar a continuidade do abastecimento às regiões Centro e Norte, enquanto a estabilização das encostas visa mitigar riscos físicos sobre as infra-estruturas da central.
O programa representa um investimento de longo prazo na fiabilidade do sistema energético, cuja implementação deverá exigir coordenação técnica e financeira para limitar os efeitos das intervenções sobre a disponibilidade de energia.
Central Norte e Energia Solar Abrem Nova Frente de Expansão
A estratégia da HCB contempla igualmente investimentos para aumentar a capacidade de geração e diversificar o seu portefólio energético.
Os dois principais projectos identificados nesta componente são a Central Norte de Cahora Bassa e uma central fotovoltaica com capacidade prevista de 400 MWp.
Central Norte
1.245 MW
US$ 950 milhões
Horizonte de implementação: 2025–2032
Central Solar
400 MWp
US$ 350 milhões
Horizonte de implementação: 2024–2030
Valores e capacidades apresentados pela HCB na CIIT 2026.
A Central Norte será desenvolvida na margem norte do empreendimento, com uma capacidade prevista de 1.245 MW, orientada para reforçar a geração de electricidade, incluindo o fornecimento durante os períodos de maior procura.
De acordo com a apresentação da empresa, foram concluídos estudos hidrológicos e de impacto ambiental, encontrando-se em curso outros estudos técnicos e de viabilidade.
A nova central solar, por seu turno, deverá ser implementada em duas fases de 200 MWp cada.
O projecto encontra-se em fase de estudos, pelo que os valores apresentados representam estimativas de investimento e não montantes integralmente executados.
A introdução de geração fotovoltaica poderá contribuir para diversificar a matriz produtiva da HCB e reduzir parcialmente a dependência exclusiva da disponibilidade hídrica.
Em períodos de maior produção solar, a complementaridade entre as duas fontes poderá permitir uma gestão mais flexível da produção hidroeléctrica, embora os resultados dependam das características técnicas e operacionais da integração.
A expansão da capacidade energética poderá também fortalecer o posicionamento de Moçambique no mercado regional de electricidade, beneficiando da procura associada ao crescimento económico, à electrificação e à necessidade de substituição de capacidade de geração em vários países da África Austral.
Mphanda Nkuwa Reforça Perspectiva de Integração Energética do Zambeze
A apresentação da HCB destacou igualmente o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, previsto para o Rio Zambeze, aproximadamente 60 quilómetros a jusante da Barragem de Cahora Bassa.
O empreendimento contempla uma capacidade instalada de 1.500 MW e um investimento estimado entre US$ 5 mil milhões e US$ 7 mil milhões, segundo os parâmetros apresentados na conferência.
A estrutura financeira de referência considera uma combinação de 75% de dívida e 25% de capital próprio, estando prevista a comercialização da energia nos mercados nacional e regional.
Embora Mphanda Nkuwa integre a visão de desenvolvimento da capacidade hidroeléctrica da Bacia do Zambeze, o investimento não faz parte da carteira de US$ 2,61 mil milhões apresentada pela HCB para os seus projectos próprios de reabilitação, expansão e diversificação.
A possibilidade de uma operação integrada dos empreendimentos da cascata do Zambeze poderá criar oportunidades de optimização energética, particularmente na gestão dos recursos hídricos e na programação da produção.
A concretização destes benefícios requer coordenação entre operadores, condições adequadas de transporte de electricidade, contratos de aquisição de energia e uma gestão hidrológica compatível com as necessidades dos diferentes empreendimentos.
Mercado Doméstico Passa de 27% Para 56% das Vendas de Energia
A evolução da distribuição da energia comercializada pela HCB evidencia uma alteração significativa na importância relativa do mercado nacional.
Segundo os dados apresentados por Tomás Matola, o peso do fornecimento à Electricidade de Moçambique (EDM) passou de 27% em 2020 para 56% em 2025.
Evolução da Participação do Mercado Nacional nas Vendas da HCB
Fonte: HCB, CIIT 2026. Percentagem da energia entregue a clientes.
Em 2025, a África do Sul absorveu aproximadamente 39,2% da energia comercializada pela empresa, correspondente a 3.891,47 GWh, enquanto o Zimbabwe representou cerca de 5%, equivalentes a 495,50 GWh.
A evolução demonstra a importância crescente atribuída ao abastecimento doméstico, num contexto de expansão da electrificação e da procura por parte das actividades económicas.
Tomás Matola explicou que a empresa procura preservar o fornecimento nacional mesmo quando enfrenta restrições na geração de energia.
“Nós sempre priorizamos o mercado doméstico. Ainda que haja redução da produção, o que fica afectado são as exportações, mas o mercado doméstico não pode ficar afectado”, afirmou.
Segundo o PCA, esta orientação pode representar custos financeiros para a HCB, incluindo penalizações associadas ao incumprimento de determinados compromissos contratuais de exportação.
A opção reflecte a importância estratégica da segurança energética nacional, embora coloque em evidência a necessidade de aumentar a capacidade produtiva e melhorar a gestão dos riscos de abastecimento.
Na perspectiva económica, a disponibilidade de electricidade para o mercado nacional pode contribuir para reduzir constrangimentos à actividade industrial, apoiar a expansão de empresas e favorecer a instalação de novas unidades produtivas.
Entretanto, a sustentabilidade deste modelo exige equilíbrio entre as necessidades domésticas, as receitas de exportação, os compromissos comerciais e os investimentos indispensáveis à continuidade operacional.
El Niño Eleva Riscos Para a Produção Hidroeléctrica em 2027
As perspectivas climáticas para a época chuvosa 2026/27 introduzem uma componente adicional de risco na estratégia energética da HCB.
De acordo com o cenário apresentado pela empresa, existe a possibilidade de ocorrência de um episódio significativo de El Niño, associado a condições de precipitação abaixo da normal em grande parte da Bacia do Zambeze.
A apresentação recorre às previsões climáticas regionais para antecipar os efeitos potenciais sobre as afluências à albufeira de Cahora Bassa.
Os dados hidrológicos reportados pela HCB indicavam que, em 29 de Setembro de 2026, a albufeira apresentava um nível de armazenamento de 52,41%, correspondente à cota de 315,21 metros.
O cenário de exploração admite que a albufeira possa terminar 2026 com aproximadamente 50% de armazenamento.
Para 2027, a HCB trabalha com uma hipótese de afluências anuais cerca de 40% inferiores à média dos últimos 30 anos, considerando os pressupostos hidrológicos apresentados.
Esta possibilidade constitui um factor de risco relevante para a produção, uma vez que a geração hidroeléctrica depende da disponibilidade de água, da altura de queda e das condições de operação dos grupos geradores.
A empresa apresentou uma estratégia de exploração conservadora, baseada na limitação da potência dos grupos e na gestão dos caudais disponíveis.
No cenário técnico divulgado, a produção bruta anual poderá situar-se em torno de 13.037 GWh, com a albufeira a atingir um armazenamento útil próximo de 32% no final de 2027.
Estes números correspondem a projecções condicionadas pelos pressupostos hidrológicos utilizados, não constituindo resultados definitivos.
As perspectivas reforçam a importância da diversificação energética, da gestão integrada da Bacia do Zambeze e da modernização tecnológica dos equipamentos.
Reforçam igualmente a necessidade de avaliar a resiliência financeira da empresa perante oscilações da produção, particularmente considerando os compromissos de exportação, a evolução das receitas e a execução dos programas de investimento.
HCB Contribuiu Com US$ 2,32 Mil Milhões Para o Estado Entre 2007 e 2025
A dimensão económica da HCB manifesta-se também através da contribuição financeira para o Estado moçambicano.
Segundo a apresentação institucional, a empresa entregou cumulativamente cerca de 134,26 mil milhões de meticais, equivalentes a US$ 2.324,41 milhões, entre 2007 e 2025.
O montante inclui dividendos, impostos e taxas, sendo importante distingui-lo das receitas provenientes exclusivamente da distribuição de resultados aos accionistas.
Em 2025, a contribuição através das principais rubricas de impostos e taxas apresentadas pela HCB totalizou aproximadamente US$ 190 milhões.
Impostos e Taxas Pagos Pela HCB em 2025
|
IRPC |
US$ 110 milhões |
|
Taxa de concessão |
US$ 51 milhões |
|
IRPS |
US$ 15 milhões |
|
IVA |
US$ 14 milhões |
|
Total |
US$ 190 milhões |
Fonte: HCB, dados institucionais apresentados na CIIT 2026. Valores arredondados.
A esta contribuição acrescem os efeitos económicos da produção e exportação de electricidade, da aquisição de bens e serviços no mercado interno e dos investimentos realizados pela empresa.
A HCB constitui um activo particularmente importante para as finanças públicas, considerando que o Estado moçambicano detém 85% do seu capital social.
Os restantes 15% distribuem-se pela Redes Energéticas Nacionais, de Portugal, com 7,5%, por cidadãos, empresas e instituições nacionais, com 4%, e pela própria HCB, com 3,5%.
Esta estrutura accionista confere particular relevância à sustentabilidade financeira e operacional da empresa, uma vez que o seu desempenho influencia simultaneamente a disponibilidade de energia, as receitas públicas e as perspectivas de investimento.
Compras Locais e Conteúdo Nacional Integram Programa de Investimentos
A implementação dos projectos de modernização e expansão energética deverá igualmente representar oportunidades comerciais para empresas moçambicanas.
Tomás Matola destacou que os contratos de determinados empreendimentos incluem disposições destinadas a assegurar a participação de fornecedores nacionais, com uma referência mínima de 30% de aquisições locais.
A orientação pretende ampliar a circulação dos recursos financeiros dentro da economia, favorecendo empresas com capacidade para fornecer equipamentos, materiais, serviços técnicos, construção, manutenção e soluções logísticas.
Segundo os indicadores apresentados pela HCB, a proporção de compras locais reportada pela empresa atingiu 91% em 2025, face a 35% em 2024, reflectindo uma alteração expressiva na composição das suas aquisições.
Estes indicadores devem, contudo, ser interpretados de acordo com a metodologia de classificação das compras e a natureza dos bens e serviços contratados.
A contratação de fornecedores estabelecidos em Moçambique poderá contribuir para dinamizar a economia, mas a profundidade dos efeitos multiplicadores depende da incorporação de produção nacional, tecnologia, competências e mão-de-obra nos fornecimentos realizados.
Neste domínio, os programas de capacitação de fornecedores e o desenvolvimento de competências técnicas especializadas poderão assumir particular importância.
Os projectos energéticos de grande dimensão exigem padrões elevados de qualidade, segurança operacional, certificação e capacidade de execução.
O fortalecimento do tecido empresarial nacional nestas áreas poderá criar oportunidades comerciais que ultrapassem os empreendimentos da HCB, facilitando a participação de empresas moçambicanas noutras cadeias industriais e energéticas.
Investimentos Sociais Complementam Actividade Económica da Empresa
A HCB apresentou igualmente iniciativas de desenvolvimento comunitário associadas à sua presença territorial.
Segundo a empresa, encontram-se em curso aproximadamente 50 iniciativas de responsabilidade social, distribuídas por oito áreas de intervenção.
Entre os projectos destacados encontram-se a construção e reabilitação de infra-estruturas de saúde, o desenvolvimento de redes de abastecimento de água, melhorias rodoviárias e intervenções destinadas a dinamizar a produção alimentar.
O projecto Transformar, desenvolvido na região de Vila de Estima, foi apresentado como uma iniciativa de produção integrada envolvendo cereais, pecuária, avicultura, horticultura e pescado.
A empresa referiu ainda a abertura de mais de 50 furos de água associados ao projecto, com benefícios para as comunidades locais.
Na área da saúde, a HCB destacou intervenções no Hospital Distrital de Cahora Bassa e no Hospital Rural do Songo, incluindo o reforço da capacidade de internamento e dos serviços disponíveis.
Estes investimentos apresentam uma dimensão económica associada à melhoria das condições de vida, ao acesso a serviços essenciais e à criação de oportunidades produtivas nos territórios abrangidos.
A sua relevância poderá ser avaliada através dos resultados alcançados em matéria de cobertura dos serviços, actividade empresarial, emprego e sustentabilidade das infra-estruturas disponibilizadas.
Energia Competitiva Determinará Capacidade de Atracção Industrial
A estratégia apresentada pela HCB na Conferência Internacional de Investimentos de Tete está directamente relacionada com a perspectiva de transformação económica defendida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a abertura do evento.
A orientação presidencial atribui particular importância ao aproveitamento dos recursos minerais e energéticos para a criação de indústrias, empresas e emprego, mediante maior integração das cadeias de valor na economia nacional.
Neste contexto, a HCB dispõe de um papel relevante como fornecedora de electricidade e promotora de investimentos estratégicos.
A expansão da capacidade instalada, a modernização das infra-estruturas e a diversificação das fontes de geração poderão contribuir para reforçar as condições necessárias à instalação de unidades industriais em Tete e noutras regiões do País.
A disponibilidade de energia constitui, entretanto, uma das componentes da competitividade industrial, devendo ser acompanhada por tarifas economicamente adequadas, redes de transporte e distribuição, logística eficiente e condições favoráveis de financiamento.
A industrialização exigirá igualmente investimentos capazes de transformar a oferta energética em actividade produtiva, particularmente nos sectores de processamento mineral, agro-indústria, metalomecânica e serviços especializados.
A integração entre a estratégia de investimento da HCB e as prioridades de desenvolvimento industrial poderá ampliar os efeitos económicos da expansão energética, favorecendo a criação de cadeias de fornecimento e a valorização de recursos nacionais.
A execução da carteira de US$ 2,61 mil milhões constitui, neste quadro, uma oportunidade relevante para fortalecer a segurança energética e desenvolver novas capacidades produtivas.
Será importante observar e aferir a evolução dos projectos, particularmente os respectivos níveis de execução física e financeira, os mecanismos de mobilização de capital, os efeitos dos riscos hidrológicos sobre a produção e a capacidade de integrar empresas nacionais nos investimentos.
A trajectória dos próximos anos será igualmente influenciada pela procura doméstica e regional de electricidade, pela capacidade de financiamento dos novos empreendimentos e pelas condições de exploração da Bacia do Zambeze.
A estratégia apresentada por Tomás Matola insere a HCB numa agenda de investimento que associa modernização tecnológica, segurança energética, expansão produtiva e desenvolvimento industrial, colocando a electricidade entre os principais factores de sustentação da transformação económica de Moçambique.
Rovuma LNG Leva Preparação de Competências a Seis Províncias de Moçambique
30 de Setembro, 2026
Mais notícias
-
Fórum de negócios Moçambique/UE: Uma oportunidade valiosa para todos
21 de Maio, 2024 -
Moçambique vai apresentar novas candidaturas ao fundo de desenvolvimento
14 de Fevereiro, 2024
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
Mais Acessados
-
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de Março, 2026














