
Adesina Celebra Década de Transformação no BAD e Destaca Missão Inacabada pelo Desenvolvimento de África
Questoes-Chave
- Akinwumi Adesina despede-se após dez anos à frente do Banco Africano de Desenvolvimento, deixando um legado de reformas e expansão institucional.
- Durante o seu mandato, o capital do BAD triplicou de 93 mil milhões para 318 mil milhões de dólares;
- As prioridades estratégicas "High 5s" impactaram positivamente mais de 565 milhões de africanos;
- Reforço do papel do banco em energia, segurança alimentar, integração regional e inovação financeira;
- Nova liderança será eleita esta semana, mas missão e visão do banco permanecem inalteradas.
Com um discurso emotivo e factual, Akinwumi Adesina abriu as Reuniões Anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) de 2025, em Abidjan, marcando o início da transição da liderança da instituição que comandou ao longo de uma década. Entre recordes de investimento, impacto directo em milhões de vidas e projecção global da marca “BAD”, Adesina reforçou que o banco “deixou de ser apenas uma instituição africana — é agora uma instituição global”.
Eleito em 2015, Adesina assumiu o comando do BAD com a promessa de transformar a instituição numa verdadeira catalisadora do desenvolvimento africano. Dez anos depois, o seu discurso é sustentado por números robustos:
- Capital triplicado de 93 mil milhões para 318 mil milhões de USD.
- Maior reposição de capital da história do Fundo Africano de Desenvolvimento: 8,9 mil milhões de USD.
- 565 milhões de africanos impactados directamente pelas iniciativas estruturadas nas prioridades estratégicas “High 5s”.
Estas prioridades — Iluminar e energizar África, Alimentar África, Industrializar África, Integrar África, e Melhorar a qualidade de vida dos africanos — transformaram-se, segundo Adesina, num movimento continental, orientando os programas do banco, os parceiros e os Estados-membros.
Durante o seu mandato, o BAD também liderou a inovação financeira no continente, lançando instrumentos como capital híbrido e titularização sintética, tornando-se a primeira instituição multilateral a fazê-lo a nível global.
Resultados concretos: Das estatísticas às histórias reais
O Presidente cessante fez questão de traduzir os números em histórias humanas. Desde o aumento do acesso à electricidade no Quénia, à expansão do saneamento no Egipto, passando pelo impacto da ponte da Senegâmbia e pela resposta alimentar à crise desencadeada pela guerra na Ucrânia, Adesina ilustrou a filosofia do banco:
“Não apenas credor, mas linha de vida. Não apenas números, mas vidas.”
Destacou ainda a Missão 300, lançada com o Banco Mundial, que visa levar electricidade a 300 milhões de africanos até 2030.
Transição e continuidade institucional
Estas Reuniões Anuais marcam não apenas o fim de um ciclo, mas também o início de um novo capítulo. Um novo presidente será eleito esta semana, mas Adesina deixou claro que “a liderança muda, mas a missão permanece”.
Segundo o próprio, o sucessor terá de conjugar continuidade e ousadia, afirmando:
“O líder que vier deve ter a coragem de defender os interesses de África, garantir que a sua voz nunca seja silenciada onde e quando mais importa.”
O papel da comunicação e da media africana
No encontro com jornalistas, Adesina reafirmou o papel crucial da comunicação na consolidação do impacto do BAD. Apelou à emergência de plataformas africanas robustas de media, que ajudem a “amplificar credivelmente as narrativas positivas do continente a nível global”.
“Vocês não são apenas observadores. São amplificadores da voz de África. Desafiam-nos, informam o mundo, moldam a narrativa.”
Com uma década de transformação institucional e impacto social profundo, o legado de Adesina será difícil de igualar. Ainda assim, o próprio reconhece que a missão do Banco está longe de estar concluída. A próxima liderança herdará um BAD mais forte, mais visível e mais ambicioso — com a responsabilidade de sustentar os ganhos e de inovar numa África em rápida mutação.
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