
Alarmante! 1.7 bilhão de adultos continuam sem banco no mundo
Apesar dos avanços registados em vários países da África-subsaariana, o Banco Mundial evidenciou num relatório publicado em 2018 que a inclusão financeira está crescendo, mas permanecem vazios.
De acordo com o relatório de Banco de Dados Global Findex, a inclusão financeira está crescendo em âmbito global, acelerada pelos telefones e pela internet, mas os ganhos têm sido desiguais entre os países. Em âmbito global 1.7 bilhão de adultos continuam sem banco. No entanto, dois terços deles têm telefone celular que pode ajudá-los a ter acesso a serviços financeiros.
Em Moçambique, por exemplo, dos 15 milhões de habitantes da população adulta, apenas cerca de 20% tinha uma conta bancária, sendo que apenas 4.9% estavam abrangidos por algum tipo de cobertura de seguro. Contudo, 40% da população tem acesso aos serviços financeiros não bancários promovidos por instituições de moeda electrónica.
Lembre-se que, em realce ao papel dos telefones e internet na massificação do processo de inclusão financeira, o Presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, no âmbito do balanço do plano estratégico da aquela instituição, disse que os telefones celulares, dentre vários meios para a subscrição de acções na bolsa, desempenharam um papel preponderante como novos canais de subscrição de acções, para além dos tradicionais balcões das agências bancárias.

Salim Valá – Presidente da BVM
“Dos vários meios disponíveis para a subscrição, o telemóvel foi usado por 36% dos subscritores, tendo sido uma boa opção para o desafio da inclusão financeira e abrangência dos cidadãos vivendo e trabalhando em vários pontos de Moçambique”, defendeu Valá.
Aliado a isso, a Directora Executiva da Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç) revelou ao O.Económico que Moçambique pode atingir várias pessoas com serviços financeiros, utilizando outras formas de acesso, como é o caso das instituições de moedas electrónicas ou carteiras móveis. Tendo por último constatado que apesar dos avanços já registados ao nível de inclusão financeira no país, ainda assim existem pessoas nas zonas urbanas e rurais que estão também financeiramente excluídas.


















