
Arábia Saudita diz que novos cortes no petróleo mostram que o trabalho em equipa com a Rússia é forte
O Ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman Al-Saud, chega para uma reunião da OPEP em Viena, Áustria, 4 de Junho de 2023.
- OPEP+ fará “o que for necessário” para apoiar o mercado;
- A Rússia e a Arábia Saudita fizeram cortes voluntários adicionais;
- Relações entre Arábia Saudita e EUA tensas pela política petrolífera, Rússia.
A cooperação petrolífera entre a Rússia e a Arábia Saudita continua forte como parte da aliança OPEP+, que fará “o que for necessário” para apoiar o mercado, disse o Ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, em conferência nesta quarta-feira, 05/07.
A OPEP+, um grupo que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, incluindo a Rússia, que bombeia cerca de 40% do petróleo bruto mundial, tem vindo a reduzir a produção de petróleo desde Novembro, face à descida dos preços.
Arábia Saudita e Rússia, os maiores exportadores de petróleo do mundo, aprofundaram os cortes na oferta de petróleo na segunda-feira, em um esforço para elevar os preços.
No entanto, o movimento apenas levantou brevemente o mercado. Nesta quarta-feira, 03/07, os futuros de referência do Brent caíram mais de 1%, a 75,30 dólares por barril, abaixo dos 80 a 100 dólares por barril do que a maioria dos países da OPEP precisa para equilibrar seus orçamentos.
A OPEP diz que não tem um preço-alvo e está a procurar ter um mercado petrolífero equilibrado para satisfazer os interesses dos consumidores e dos produtores.
Os Estados Unidos, o maior produtor de petróleo fora da OPEP+, apelaram repetidamente ao grupo para aumentar a produção para ajudar a economia global e criticaram a cooperação saudita com a Rússia após a invasão da Ucrânia por Moscovo.
Mas Riad rejeitou repetidamente os apelos dos EUA e o príncipe Abdulaziz disse na quarta-feira que os novos cortes conjuntos na produção de petróleo acordados pela Rússia e Arábia Saudita esta semana provaram novamente que os cépticos estavam errados.
“Parte do que fizemos (na segunda-feira, 03/07) com a ajuda de nossos colegas da Rússia foi também mitigar o lado cínico dos espectadores sobre o que está acontecendo entre a Arábia Saudita e a Rússia sobre esse assunto específico”, disse o príncipe Abdulaziz.
“É bastante revelador ver-nos, a sair não só com a nossa extensão (de corte de petróleo) …, mas também com validação do lado russo”, disse ele em uma reunião de CEOs da indústria petrolífera com ministros da OPEP e aliados, conhecida como Seminário Internacional da OPEP.
A OPEP reteve o acesso dos meios de comunicação social a repórteres da Reuters, Bloomberg e Wall Street Journal para cobrir o evento, que foi parcialmente transmitido online.
Após o fim da transmissão, o príncipe Abdulaziz disse no seminário que a Opep+ faria “o que fosse necessário” para apoiar o mercado, de acordo com uma fonte que participou da reunião.
O SUFICIENTE POR ENQUANTO
A Agência Internacional de Energia disse esperar que o mercado de petróleo aperte no segundo semestre de 2023, em parte por causa dos cortes da Opep+.
Analistas do Morgan Stanley reduziram na quarta-feira sua previsão de preço do petróleo, dizendo que, embora antecipassem uma diminuição nos stocks em 2023, previam um superávit no primeiro semestre de 2024, com a oferta fora da Opep crescendo mais rápido do que a demanda.
Cortes adicionais de petróleo devem ser suficientes para ajudar a equilibrar o mercado de petróleo, disse o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouei, a repórteres nesta quarta-feira, 05/07.
“Isso (os últimos cortes de produção) é suficiente para avaliar o mercado e olhar para o equilíbrio do mercado”, disse Mazrouei a repórteres.
Ele disse que os Emirados Árabes Unidos não contribuiriam para novos cortes, pois já estavam produzindo bem abaixo de sua capacidade.
“Há uma coisa maior… Estou vendo falta de investimentos em muitos países. Teremos que convidar talvez recém-chegados para vir e se juntar ao grupo. Quanto mais países tivermos… quanto mais fácil for o trabalho… para garantir que o mundo tenha petróleo suficiente no futuro”, disse Mazrouei.
“Imagine se tivéssemos 60% dos produtores ou 80% dos produtores… Com certeza faremos um trabalho melhor.”
Mais notícias
-
Aprovado reajustes nos salários mínimos
1 de Maio, 2024 -
Há uma dinâmica competitiva em evolução no mercado segurador – ISSM
29 de Dezembro, 2023
Conecte-se a Nós
Economia Global
Mais Vistos
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
Mais Acessados
-
Economia Informal: um problema ou uma solução?
16 de Agosto, 2019 -
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de Março, 2026












