• São mais dez locomotivas e trezentos vagões em processo de aquisição

A empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) acaba de lançar um concurso público internacional para a aquisição de mais equipamento circulante, visando reforçar a capacidade e consolidar a sua posição na provisão de soluções logísticas na região.

Visita de trabalho a região fronteiriça de Ressano Garcia

Em declarações a margem da visita de trabalho a região fronteiriça de Ressano Garcia, o Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Agostinho Langa, explicou que a empresa pretende adquirir mais dez locomotivas e trezentos novos vagões para o transporte, essencialmente de minérios.

Sem se referir aos valores envolvidos nesta operação, Agostinho Langa reconheceu que a aquisição deste material circulante não será ainda suficiente para as necessidades da companhia e do mercado, contudo acredita que este é um passo que a empresa dá nessa direcção.

“Como disse, à medida que a demanda e os tráfegos forem crescendo, nós vamos continuar a investir tanto no transporte de mercadorias como no de passageiros”, detalhou.

A fonte indicou que, no transporte de passageiros, os CFM estão a adquirir mais quatro automotoras, que desta vez poderão complementar a linha do norte para este tipo de serviços.

“Para o equipamento de carga, devo referir que ele é para os CFM. Significa que vamos alocar onde ele se mostrar necessário. Neste momento temos uma demanda um pouco maior no sul, mas no centro transportamos carvão de Moatize e a dado momento o preço no mercado internacional aumentou bastante e as exportações também cresceram”, indicou. O PCA dos CFM disse ainda acreditar que com a conclusão da linha de Machipanda, prevista para este ano, a necessidade de vagões também será maior, sobretudo para o transporte de contentores e mineiros do Zimbabwe.

“O que acontecer nessa altura veremos ou adquirimos mais equipamentos ou então vamos transferir aquilo que existir de sobra no sul para o centro. É por isso que digo que o equipamento é dos CFM e isso nos dá a possibilidade de flexibilizar a sua alocação, de acordo com as necessidades”, realçou.

Importa referir que semana passada o PCA dos CFM efectuou visitas de trabalho à sede da empresa, tendo-se deslocado, sucessivamente, para as linhas de Ressano Garcia, Goba e do Limpopo.

Na sede da empresa, Agostinho Langa inteirou-se dos trabalhos em curso visando à construção de um novo terminal de passageiros, uma actividade enquadrada num vasto programa de requalificação da estação central da empresa, orçado em cerca de 150 milhões de meticais. Langa inteirou-se ainda das obras de duplicação da linha de Ressano Garcia, numa extensão de cerca de 50 quilómetros, da Matola Gare até Secongene, na Moamba.

Na linha de Goba, o gestor avaliou o estado da via, tendo assegurando que, pelo seu estado, não está previsto, para já, nenhum investimento de vulto igual ao que está a ser realizado em Ressano Garcia. “Na linha de Goba, por enquanto, vamos assegurar manutenções de rotina para garantir a segurança da via”, explicou.

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