Crescimento do Sector de Seguros em Moçambique é uma realidade

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Nos últimos anos, o sector de seguros em Moçambique tem crescido significativamente, tanto em volume de negócios quanto no número e qualidade dos operadores do mercado, que incluem seguradoras, microseguradoras, resseguradoras, mediadores de seguros e entidades gestoras de fundos de pensões. Actualmente, o mercado conta com 19 seguradoras, 3 microseguradoras, 1 resseguradora, 8 entidades gestoras de fundos de pensões, 158 corretoras e 31 agentes.

Em termos de produção, o mercado segurador registou em 2023 cerca de 21.460,08 mil milhões de meticais, um crescimento de 2,2% em relação a 2022. Um inquérito de literacia financeira realizado pelo Banco de Moçambique revelou que cerca de 17% da população possui seguro.

Durante a II Conferência Anual de Seguros, realizada sob o lema “Seguros em Tempo de Mudança”, o Vice-Ministro da Economia e Finanças, Amílcar Tivane, destacou a importância do evento como um espaço para debater soluções que visam proteger o consumidor, melhorar a inclusão financeira e aumentar a contribuição do setor de seguros para o PIB do país.

Tivane ressaltou enfatizou a necessidade de garantir a disponibilidade e acessibilidade de produtos e serviços financeiros de qualidade para a maioria da população moçambicana, incluindo pequenos agricultores e micro, pequenas e médias empresas em áreas urbanas, periurbanas e rurais.

Apesar dos avanços, o governante reconheceu que ainda há desafios a serem superados, incluindo a promoção do crescimento do ramo Vida, que actualmente representa cerca de 14%, e o desenvolvimento de produtos e serviços para a população de baixa renda e pequenas e médias empresas, visando promover o micro-seguro no país. Ele também destacou a necessidade de modernizar a legislação do setor segurador para se adequar ao desenvolvimento tecnológico e às dinâmicas de risco do mercado, especialmente os relacionados às mudanças climáticas.

A modernização dos sistemas de informação e comunicação para uma melhor gestão de processos, atendimento ao consumidor e divulgação de estatísticas do setor, bem como os sistemas de supervisão e controle do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, também foram mencionados como áreas prioritárias.

O Vice-ministro da Economia e Finanças, manifestou a expectativa de que a II Conferência Anual de Seguros, decorrida no passado dia 03/07, em Maputo, criasse um espaço para um debate mais alargado, por forma a encontrar soluções que contribuam, designadamente, para assegurar a protecção do consumidor, melhorar os níveis de inclusão financeira, alinhar e orientar a actividade seguradora com vista a responder aos desafios e oportunidades que o País oferece,  bem como aumentar a contribuição do sector de seguros no PIB;

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