
Daniel Chapo Lança Campanha de Comercialização Agrária com Apelo à Independência Económica
Destaques:
- Comercialização agrária deverá ser “elo entre o campo e o crescimento das cidades”, segundo o PR;
- Campanha 2024 cresceu 14% e ultrapassou 20 milhões de toneladas de produtos comercializados;
- Governo prevê crescimento agrícola de 5% em 2025 e aposta em agroindústria e regulamentação comercial;
- Fundo de Recuperação Económica disponibiliza 319,5 milhões de meticais para PMEs e sectores produtivos;
- Plano Integrado da Comercialização Agrária e nova legislação comercial estão em preparação para maior controlo e transparência.
Numa cerimónia realizada em Sussundenga, província de Manica, o Presidente Daniel Chapo lançou oficialmente a Campanha de Comercialização Agrária 2025, destacando a importância estratégica da actividade para a diversificação económica, industrialização e construção da Independência Económica de Moçambique. A iniciativa surge num contexto marcado por adversidades climáticas e sociais, mas também por sinais de resiliência produtiva e recuperação económica.
Com uma mensagem marcada por esperança e apelo ao compromisso colectivo, o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que a comercialização agrária “é o elo que une o trabalho no campo ao crescimento económico das nossas vilas e cidades”, sublinhando o seu papel fundamental na construção da Independência Económica.
“Chegou o momento de, juntos, escrevermos o próximo capítulo desta epopeia da nossa comercialização agrária”, apelou o Chefe de Estado, exortando a sociedade moçambicana a valorizar a produção nacional.
O balanço da campanha anterior foi animador: 20,1 milhões de toneladas comercializadas em 2024, um crescimento de 14% face ao ano anterior. Nampula (25%) e Maputo (18%) lideraram em termos de contribuição regional. Tubérculos, cereais e culturas de rendimento representaram os maiores volumes.
Visão estratégica: de excedente à transformação industrial
Para 2025, o Governo projeta um crescimento de 5% na produção agrícola, impulsionado pelo aumento da área cultivada, número de famílias envolvidas e investimentos em agricultura comercial. Mas o foco não está apenas no campo. A comercialização é entendida como alavanca para dinamizar cadeias de valor, agroindústrias e emprego rural.
“Queremos transformar a nossa terra em prosperidade, gerando emprego para a juventude e construindo uma economia local robusta, pronta para apoiar a industrialização do nosso país”, declarou Chapo.
Instrumentos de apoio e medidas complementares
No plano económico, o Presidente anunciou um pacote de medidas, com destaque para:
O Fundo de Recuperação Económica, com 319,5 milhões de meticais para financiar PMEs e sectores produtivos estratégicos;
Continuação de descontos em transportes interprovinciais e isenção de taxas em portos de manuseamento alimentar;
Elaboração em curso de um novo quadro legal do comércio, para regulamentar e disciplinar o exercício da actividade comercial;
Lançamento do Plano Integrado da Comercialização Agrária, de carácter multissectorial, que visa atacar os constrangimentos na cadeia de valor.
Transparência, controlo e dados fiáveis
O discurso presidencial destacou ainda o esforço para reforçar o controlo estatal sobre os fluxos comerciais e os recursos naturais, com objectivo de centralizar vendas, melhorar estatísticas, garantir segurança alimentar e proteger o consumidor.
“Foi aprovado recentemente o quadro jurídico-legal para a formação de preços e tarifas”, revelou o Presidente, reforçando a importância de proteger o poder de compra e preservar a ordem económica.
Apelo aos jovens e ao consumo consciente
O Presidente lançou um apelo directo aos jovens agricultores e comerciantes, incentivando-os a organizarem-se em cooperativas, apostarem em produtos com valor agregado e aproveitarem plataformas digitais.
“Usem as plataformas digitais existentes, apresentem propostas de valor agregado, como farinhas especiais e óleos artesanais.”
Convidou ainda os estabelecimentos comerciais a priorizarem a produção nacional e os consumidores a valorizarem o que é moçambicano, como parte de uma visão de economia inclusiva e resiliente.
Comercializar para transformar
A mensagem central da cerimónia é clara: sem uma cadeia de comercialização sólida, inclusiva e moderna, não haverá transformação estrutural nem industrialização real. A campanha agora lançada é, assim, mais do que um calendário agrícola — é um instrumento político e económico de transformação nacional.
“Viva a Comercialização Agrária! Viva a aposta no produto nacional! Viva a Independência Económica! Viva Moçambique!” — encerrou o Presidente.
Cheias no Sul de Moçambique Criam Pressão Humanitária e Exposição Económica
21 de Janeiro, 2026Daniel Chapo apela ao sector privado para resposta coordenada às cheias
21 de Janeiro, 2026
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
-
Cheias no Sul de Moçambique Criam Pressão Humanitária e Exposição Económica
21 de Janeiro, 2026
Mais Acessados
-
Economia Informal: um problema ou uma solução?
16 de Agosto, 2019 -
LAM REDUZ PREÇO DE PASSAGENS EM 30%
25 de Maio, 2023














