Economia vem registando um crescimento assinável rumo a retoma económica ao situar-se em 4,42% no I Semestre de 2023, diz Vice-Ministra da Economia e Finanças

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  • Há avanços na transformação digital do sector financeiro moçambicano,
  • O sector dos serviços financeiros regista um crescimento de 4,92%

Não obstante os choques endógenos e exógenos observados nos últimos 5 anos e que vem afectando a economia moçambicana, nomeadamente (i) maior intensidade e frequência dos desastres naturais; (ii) os efeitos adversos da COVID-19; (iii) Terrorismo em Cabo Delgado; e (iv) os efeitos macroeconómicos do Conflito entre a Rússia e Ucrânia, a economia moçambicana vem registando um crescimento assinável rumo a retoma económica ao situar-se em 4,42% no I Semestre de 2023, tendo o ramo dos serviços financeiros observado um crescimento de 4,92% no mesmo período, ilustrando o papel dos serviços financeiros no crescimento económico nacional.

As informações foram prestadas pela Vice-Ministra da Economia e Finanças, Carla Fernandes Louveira, na conferência Banca, Serviços Financeiros e Seguros, que discute a tendência da digitalização nos serviços financeiros moçambicanos.

Carla Fernandes Louveira citou dados do Relatório de Inclusão Financeira ilustram que o país passou a contar com 31% da sua população com acesso a serviços financeiros bancários, 68,5% da sua população adulta com uma conta de moeda electrónica e com 99% de cobertura por agentes não bancários, 93% de cobertura por POS, 81% por caixas automáticas (ATM), 79% por agências bancárias e 71% por agentes bancários, dados que, conforme diz, reflectem os avanços na transformação digital do sector financeiro moçambicano.

No entanto, reconheceu a Vice-Ministra da Economia e Finanças, ainda subsistem desafios no sector, porém com a evolução de soluções de pagamento digitais, identificação biométrica e análise de dados, o País começa a ultrapassar algumas das barreiras que limitam o acesso a serviços financeiros à vasta parcela da população.

Vice-Ministra da Economia e Finanças, Carla Fernandes Louveira

“A jornada rumo à transformação digital requer uma intervenção colectiva entre o Governo, as Instituições Financeiras, as Empresas de Tecnologia e demais segmentos da sociedade com vista a assegurar a reflexão contínua para o aprimoramento do paradigma financeiro da transformação digital e alcance do crescimento inclusivo potencializando a prosperidade em todas as esferas da nossa sociedade”, afirmou Carla Fernandes Louveira.

A governante indicou as matérias que qualificou de pertinentes na esfera da transformação financeira digital e que carecem ainda de aprofundamento contínuos por todos os actores, entre elas, a capitalização dos avanços tecnológicos observados a nível da inteligência artificial na dinamização da indústria bancária através da eficiência da estrutura de armazenamento de dados com recurso a tecnologia blockchain, a massificação da colecta de dados biométricos a nível nacional como elemento adicional de identificação do cliente financeiro, a consolidação da digitalização dos serviços de seguros e sua interoperabilidade com os serviços digitais bancários e de moeda electrónica, bem como, a  consolidação do esforço da segurança cibernética dos serviços financeiros e da privacidade dos dados dos consumidores financeiros.