
FMI trabalha em plataforma global de moeda digital do banco central
O Fundo Monetário Internacional (FMI) está a trabalhar numa plataforma para moedas digitais de bancos centrais (CDBCs) para permitir transacções entre países, revelou a Directora-Geral, Kristalina Georgieva, no passado dia 19 de Junho.
“As plataformas para moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) não devem ser propostas nacionais fragmentadas… Para termos transacções mais eficientes e justas, precisamos de sistemas que liguem os países: precisamos de interoperabilidade”, disse Georgieva numa conferência em que participaram bancos centrais africanos em Rabat, Marrocos.
“Por esta razão, no FMI, estamos trabalhando no conceito de uma plataforma global de CBDC”, disse ela.
O FMI quer que os bancos centrais cheguem a acordo sobre um quadro regulamentar comum para as moedas digitais que permita a interoperabilidade global. O fracasso em chegar a um acordo sobre uma plataforma comum criaria um vácuo que provavelmente seria preenchido por criptomoedas, disse ela.
Uma CBDC é uma moeda digital controlada pelo Banco Central, enquanto as criptomoedas são quase sempre descentralizadas.
Já 114 bancos centrais estão em algum estágio de exploração da CBDC, “com cerca de 10 já cruzando a linha de chegada”, disse ela.
“Se os países desenvolverem CDBCs apenas para implantação doméstica, estamos subutilizando sua capacidade”, acrescentou.
As CBDCs também podem ajudar a promover a inclusão financeira e tornar as remessas mais baratas, disse ela, observando que o custo médio das transferências de dinheiro é de 6,3%, totalizando US$ 44 mil milhões de dólares anuais.
Georgieva enfatizou que as plataformas para moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) devem ser apoiadas por activos e acrescentou que as criptomoedas são uma oportunidade de investimento quando apoiadas por activos, mas quando não são um “investimento especulativo”.
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