
Inclusão financeira regride
Em 2022, os indicadores de inclusão financeira registaram um comportamento misto, caracterizado, por um lado, pela evolução positiva de alguns indicadores de inclusão financeira, nomeadamente, agentes bancários, agentes não bancários (IME), POS e representações e, por outro lado, continuou a registar-se a redução dos indicadores das agências bancárias, ATM e cooperativas de crédito, enquanto os indicadores das delegações, balcões e microbancos, mantiveram-se inalteráveis, o que contribuiu para a redução do IIF no período em análise. Os dados constam do Relatório de Inclusão Financeira 2022, produzido pelo Banco de Moçambique, e que foi recentemente divulgado pela instituição.
Documento revela que o sistema financeiro moçambicano contou com 36 instituições de crédito contra 37 registadas em 2021, das quais 15 bancos, 12 microbancos, 1 sociedade de investimento, 3 instituições de moeda electrónica (IME), 1 empresa prestadora de serviços de pagamentos e 4 cooperativas de crédito (contra 5 registadas em 2021).
Em contrapartida, manteve-se o número (9) de sociedades financeiras que funcionavam em 2021, das quais 1 sociedade emitente ou gestora de cartões de crédito e 8 casas de câmbio.
Segundo o relatório, em 2022, assistiu-se, ainda, a um aumento substancial de operadores de microfinanças, ao passar de 1598 em 2021, para 2081 em 2022, dos quais 13 instituições de poupança e empréstimo e 2068 operadores de microcrédito.
Por fim, um total de 36 instituições na categoria “outras instituições financeiras”, das quais 19 seguradoras, 16 operadores de bolsa, contra 33 em 2021.
No concernente à bancarização, medida pelo número de contas bancárias por 1000 adultos, existiam, no período em análise, uma média de 306 contas bancárias por cada 1000 adultos, contra 315 em 2021, o que corresponde a uma redução em 2,8%. O país passou a contar com 68,5% da sua população adulta com uma conta de moeda electrónica aberta junto das IME, contra 67,2% em 2021 (8,5 pp acima da meta de 60% estabelecida na ENIF 2016-2022).
O acesso aos serviços financeiros prestados por uma instituição bancária situou-se em cerca de 31,0%, contra 31,3% registado em 2021 (29 pp abaixo da meta de 60% estabelecida na ENIF 2016-2022).













