Moçambique concebe diversificação da economia africana pela via da Agricultura

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  • O plano de produção do sector agrário para o ano 2024 prevê um crescimento global de 5,7%.

Na campanha Agrícola 2023/24, o Executivo planifica produzir cerca de 3.050.668 toneladas de cereais, 612.216 toneladas de leguminosas, 291.609 toneladas de oleaginosas, 3.986.936 toneladas de hortícolas, 7.709.762 toneladas de raízes e tubérculos.

Nas culturas de rendimento, para a campanha 2023/24 projecta-se produzir 291.609 toneladas de Oleaginosas, 3.986.936 toneladas de Hortícolas e 166.000 toneladas de amêndoas.

O aumento na produção das amêndoas, é suportado pelo tratamento de 9.734.000 cajueiros de 188.983 produtores, prevendo-se que o incremento do volume de produção da castanha de caju passe de cerca de 157.496 toneladas para cerca de 160.000 toneladas em 2024. Em relação a produção da macadâmia espera-se o incremento do volume de produção de cerca de 4.491 toneladas para cerca de 6.000 toneladas em 2024.

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno está em Abu Dahabi, onde participa na 13ª Conferência Ministerial – MC13 da Organização Mundial do Comércio – OMC.

Falando segunda-feira última durante as sessões ministeriais, Moreno defendeu uma diversificação económica no continente através da agricultura, por ser fundamental no crescimento sustentado em África, dada a sua contribuição para o Produto Interno Bruto – PIB e a criação de emprego.

Mais de 60 por cento da população do continente está exposta à insegurança alimentar, duas vezes mais do que noutros países em via de desenvolvimento e seis vezes mais do que nos desenvolvidos.

Segundo Silvino Moreno, com uma produção alimentar per capita inferior à de outros países, devido à falta e às restrições ao investimento, as nações africanas dependem em grande parte de importações.

De acordo com o governante, as iniciativas de integração regional, como a Zona de Comércio Livre Continental Africana – AfCFTA, proporcionam uma oportunidade para melhorar o acesso aos mercados alimentares e explorar fontes alternativas de abastecimento, mercados alimentares e explorar fontes alternativas de abastecimento.

“Moçambique apoia a solução permanente sobre PSH e tratamento especial diferenciado. Acreditamos que a integração económica poderia ajudar neste aspecto e contribuir para o aumento do investimento e para a diversificação”, disse.

Recordar que uma delegação moçambicana chefiada por Silvino Moreno participa desde segunda-feira até à próxima quinta-feira, em Abu Dhabi, na 13ª Conferência Ministerial (MC13) da Organização Mundial do Comércio – OMC.

O evento, de quatro dias, reúne ministros e autoridades seniores de todo o mundo para discutir regras e regulamentos de comércio internacional. Além da defesa dos interesses do país, o evento servirá ainda para realizar encontros bilaterais com ministros homólogos.

A reunião, que junta 175 Estados-membros, líderes do sector privado, organizações não-governamentais e representantes da sociedade civil, permitirá que a comunidade global trabalhe em conjunto para promover um sistema comercial mais eficiente, sustentável e inclusivo.

Com base nos avanços da MC12, realizada em Genebra em Junho de 2022, onde foram feitos avanços significativos em áreas como subsídios à pesca, segurança alimentar e comércio electrónico, o evento deste ano vai-se concentrar em melhorar o acesso dos países em desenvolvimento e dos menos desenvolvidos ao sistema de comércio global, propriedade intelectual e mecanismos de resolução de disputas da OMC.

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