
Municípios Alertam para Prejuízos Elevados das Cheias e Pedem Apoio Financeiro
Municípios alertam para impactos económicos e sociais significativos das cheias em curso e defendem financiamento urgente para resposta e recuperação.
- Municípios reportam “muitos prejuízos” causados pelas cheias e solicitam financiamento para resposta imediata;
- Avaliação financeira global ainda é considerada prematura, dado que as chuvas continuam;
- Agricultura e pecuária registam perdas severas, com milhares de hectares e cabeças de gado afectados;
- Infra-estruturas rodoviárias nacionais sofreram danos extensos, com vias estratégicas intransitáveis;
- Autoridades reforçam apelo a ordenamento territorial e construção em zonas menos vulneráveis.
Os municípios moçambicanos alertaram para prejuízos elevados decorrentes das cheias que afectam várias regiões do país, sublinhando o impacto “muito grande” sobre comunidades já vulneráveis e defendendo financiamento urgente para responder aos efeitos das chuvas. As declarações foram feitas pelo presidente da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAM), João Ferreira, em conferência de imprensa realizada em Maputo.
Segundo a ANAM, é prematuro avançar valores globais dos prejuízos, uma vez que o fenómeno ainda está em curso, tornando difícil uma quantificação rigorosa. Ainda assim, o dirigente sublinhou que vários municípios, já carentes de recursos, enfrentam agora um agravamento substancial das suas fragilidades. Em paralelo, a associação lançou uma campanha de mobilização de fundos através da plataforma SOS, destinada a apoiar as autarquias afectadas e a facilitar a localização de munícipes acolhidos em centros de abrigo.
Impacto económico e social em números
O último balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) aponta para 165.841 hectares de área agrícola afectados, dos quais 73.695 hectares considerados perdidos, impactando 111.535 agricultores. Registou-se ainda a perda de 38.770 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
No plano humano, 645.781 pessoas (equivalente a 122.863 famílias) foram afectadas desde Outubro, com 11.233 casas parcialmente destruídas e 4.883 totalmente destruídas. O número de mortos na presente época chuvosa subiu para 112, havendo ainda três desaparecidos e 99 feridos.
Infra-estruturas sob forte pressão
O Governo estima que 40% da província de Gaza esteja submersa. Vários distritos da província de Maputo registam igualmente inundações, com as estradas nacionais EN1 e EN2 temporariamente intransitáveis devido à subida das águas. Pelo menos 152 quilómetros de estradas nacionais foram totalmente destruídos, agravando os constrangimentos à mobilidade e ao abastecimento.
As operações de resgate e assistência continuam, sobretudo em Maputo e Gaza, envolvendo seis helicópteros e quatro aeronaves, num contexto de chuvas persistentes e de descargas reforçadas de barragens, incluindo em países vizinhos, por limitação de capacidade.
Planeamento urbano e resiliência
Perante a recorrência das cheias, a ANAM defende a necessidade de ordenamento territorial mais rigoroso, incentivando construções em zonas elevadas para reduzir riscos futuros. O apelo insere-se num debate mais amplo sobre resiliência climática, investimento em infra-estruturas e capacidade financeira das autarquias para responder a choques climáticos cada vez mais frequentes.
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