Porto de Pemba quase inactivo, CFM quer mudar a situação

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A fraca actividade económica na Província de Cabo Delgado, tem vindo a custar uma redução progressiva no manuseamento de carga no Porto de Pemba, restando numa queda abrupta da receita daquela infraestrutura logística. No seu melhor, há cinco anos pelo menos, o porto gerava uma receita 20 milhões de meticais, hoje a receita não ultrapassa os 6 milhões de meticais.

O Presidente do Conselho de Administração do CFM, Agostinho Langa, que visitou recentemente o porto, constatou este declínio no desempenho da infraestutura e não escondeu a sua tristeza pela decadente situação que testemunhou in loco, e demonstrou querer inverter o quadro.

“Estamos a estudar formas de diversificar as actividades no nosso porto, de modo a superarmos as lacunas que temos tido por causa da falta de cargas habitualmente chamadas tradicionais, como era o caso do algodão e madeira.” Disse o PCA do CFM

Actualmente, o Porto de Pemba depende basicamente da exportação de grafite e da importação de clínquer para fabrico de cimento de construção civil. Mas as receitas permanecem muito abaixo das expectativas.

“Andamos agora em cerca de 6 a 7 milhões de dólares, no entanto, seria o triplo disso 21 milhões de dólares”, afirmou Agostinho Langa, que vê oportunidades, para além do grafite e o clínquer, com a exploração do gás na bacia do Rovuma, não obstante ciente do facto de quase todas as operações dos megas projectos serem feitas nas próprias bases logísticas implantadas pelas multinacionais.

A estratégia deverá passar pela diversificação das operações, identificar outras cargas e promover outro tipo de actividades como é o caso das bases logísticas. “Nós estamos a juntarmo-nos a esses parceiros que têm este conhecimento, até têm alguma capacidade financeira para o investimento”, adiantou o PCA do CFM.

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