Preços do petróleo sobem com tensões geopolíticas e planos de produção da OPEP+

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Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira, 4 de Dezembro, impulsionados por tensões geopolíticas e pela expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) prolongue cortes na produção. O Brent avançou 16 cêntimos, alcançando 73,78 dólares por barril, enquanto o WTI subiu 14 céntimos, situando-se em US$ 70,08.

A valorização recente foi sustentada por factores como um cessar-fogo frágil entre Israel e o Hezbollah, a imposição de lei marcial na Coreia do Sul e uma ofensiva rebelde na Síria. No entanto, sinais de procura enfraquecida nas economias dos Estados Unidos e da China colocam desafios para a sustentabilidade dos preços.

Nos EUA, aumentos inesperados nos inventários de petróleo e gasolina indicam um consumo mais fraco do que o esperado, mesmo durante o período do Dia de Acção de Graças. Na China, o maior importador mundial de petróleo, as dificuldades em sustentar a procura global levantam preocupações.

Factores geopolíticos

A instabilidade global tem desempenhado um papel crucial na recente valorização dos preços. Um cessar-fogo frágil entre Israel e o Hezbollah, a imposição de lei marcial na Coreia do Sul e uma ofensiva rebelde na Síria criaram um ambiente de incerteza, impactando a oferta e os preços de energia. Em paralelo, as ameaças de Israel a um possível retorno à guerra no Líbano, caso as tréguas sejam quebradas, reforçam os riscos no Médio Oriente.

Tendências de Procura

Os mercados de petróleo enfrentam um dilema: enquanto os preços sobem devido às tensões, os sinais de procura enfraquecida nas duas maiores economias do mundo — Estados Unidos e China — apontam para desafios a longo prazo. Nos Estados Unidos, um aumento inesperado nos inventários de petróleo bruto e gasolina sugere um consumo mais baixo, mesmo durante o período festivo do Dia de Acção de Graças, tradicionalmente marcado por viagens e maior procura por combustíveis.

Na China, os dados indicam uma dificuldade em manter a sua liderança na procura global. A expectativa é de que o crescimento da procura global seja limitado a cerca de 1 milhão de barris por dia até 2025, colocando uma pressão adicional sobre os mercados.

Perspectivas para o mercado

O mercado petrolífero enfrenta incertezas significativas. O crescimento da oferta não-OPEP, liderada por Estados Unidos, Canadá, Guiana e Brasil, deverá superar a procura global em 2025, limitando o impacto das estratégias da OPEP+. Paralelamente, o avanço da transição energética e o investimento em renováveis desafiam a dependência global do petróleo a longo prazo.

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