A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) revelou que os prejuízos acumulados desde o início das manifestações pós-eleitorais no país já atingem cerca de 450 milhões de meticais.

Segundo Jorge Manhiça, porta-voz da FEMATRO, os prejuízos incluem perdas de receitas, vandalização de viaturas e paralisações. Durante este período, os prejuízos diários rondam, em média, os 55 milhões de meticais.

Impacto nos transportes e segurança pública

Manhiça destacou que os danos afectaram sobretudo os transportes urbanos e inter-provinciais, nas províncias de Maputo e Gaza. Ele alertou que, se os problemas não forem resolvidos em breve, muitos transportadores poderão enfrentar a falência, prejudicando gravemente a mobilidade e o funcionamento normal das cidades.

Adicionalmente, pelo menos 17 viaturas foram vandalizadas, e 16 pessoas, incluindo membros das forças de segurança, perderam a vida durante confrontos entre autoridades e manifestantes, que continuam a protestar contra os resultados eleitorais.

Medidas para mitigação de impactos

O Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, afirmou que o Governo está a implementar medidas para garantir o abastecimento de bens essenciais, como arroz, farinha, óleo e açúcar, especialmente durante o período festivo. Estas acções visam mitigar os impactos das paralisações e assegurar a satisfação das necessidades básicas da população.

Por outro lado, Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), sublinhou que as manifestações prolongadas poderão comprometer seriamente o crescimento económico do país. Segundo ele, Moçambique corre o risco de não atingir a meta de crescimento de 5,5% prevista para este ano, caso as actividades económicas continuem paralisadas.

“Com o prolongar destas manifestações, as perdas poderão avolumar-se, colocando em risco o alcance das metas de crescimento económico previstas para 2024”, concluiu Vuma.

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