Primeira exportação das áreas pesadas do Chibuto será em Agosto

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  • Prevê-se para Agosto o arranque da exportação das areias pesadas do Chibuto via doca de Chongoene, altura que se espera esteja concluída a primeira fase da sua construção para acostagem de navios nesta região da província de Gaza.

A informação foi revelada pelo gestor do projecto de construção da doca, Yang Jiamping que garantiu que a empreitada voltou a ganhar um ritmo satisfatório, depois da paralisação registada em Dezembro, após um desentendimento com as comunidades.

Explicou que a doca está dividida em três fases, sendo que a primeira será concluída até Agosto, dando lugar ao início das exportações dos minérios de Chibuto.

A fonte detalhou que, no total, a doca deverá comportar 200 metros e 80 centímetros, com capacidade para a exportação entre seis e oito milhões de toneladas nérios por ano.

Yang Jiamping partilhou estes dados numa interacção com o primeiro-secretário do Partido Frelimo em Gaza, Daniel Matavele, que visitou o local da construção da doca em Chongoene.

Daniel Matavele considerou que a infra-estrutura vai dinamizar o desenvolvimento da região e do país e gerar novos empregos e empreendimentos paralelos.

Referiu que durante a visita recebeu garantias de que virão outros projectos, como um hotel, que também vão empregar os jovens. Operada pela empresa chinesa Ding Sheng Minerals, SA, o projecto das areias pesadas de Chibuto vem enfrentando dificuldades por falta de porto para o escoamento da produção. Em Agosto a empresa chinesa revelou que mais de 506 mil toneladas de minérios 500 mil de titânio e seis mil de zircónio estavam armazenadas, há meses, devido a dificuldades de transporte rodoviário até ao Porto de Maputo, de onde partem para Ásia.

Os trabalhos na empreitada foram paralisados quando as populações se revoltaram colocando barricadas na estrada que dá acesso ao futuro porto, para impedir a circulação de camiões e trabalhadores afectos ao projecto.

A atitude dos residentes foi justificada pela alegada falta de absorção da mão-de-obra local, na sua maioria jovem, a baixa qualidade das obras de construção de uma fonte de abastecimento de água na região, entre outras exigências.

Entretanto, o administrador do distrito de Chongoene, Artur Macamo, desmentiu que a empresa não esteja a recrutar jovens locais, e realçou que o número de candidatos que buscam inserção mostra-se superior à oferta.

Acrescentou ainda que maior parte dos jovens do distrito não dispõe de aptidão técnica para trabalhar nesta empresa de exploração mineira.

A empresa chinesa Dingsheng Minerals foi forçada a apresentar o cronograma de execução dos projectos de responsabilidade social inseridos nas obras de construção do Porto de Chongoene.

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