
Tanzânia conclui acordo histórico de GNL
A Tanzânia assina, no próximo mês, acordos fundamentais com as principais companhias petrolíferas, incluindo a Equinor ASA e a Shell Plc, que conduzirão a um projecto de exportação de gás natural liquefeito no valor de 40 mil milhões de dólares, de acordo com o Ministro da Energia da Tanzânia, January Makamba.
Falando a imprensa a margem da Cop 27, o governante tanzaniano, foi claro e disse: “Está a acontecer”.
January Makamba, indicou que em Dezembro, as negociações deverão ficar concluídas, encontrando-se as mesmas em fase de “discussões do pacote fiscal”.
O projecto, atrasado por anos de negociações prolongadas, ganhou urgência à medida que os países europeus procuram projectos de gás natural liquefeito que possam substituir o fornecimento de energia da Rússia.
Os acordos incluirão o acordo final do Governo anfitrião, que explicita os termos do projecto, a lei do projecto e o acordo de partilha de benefícios, disse Makamba. Makamba disse que uma decisão final de investimento poderia ser alcançada em Janeiro de 2025, permitindo o início das exportações antes de 2030.
O gás será entregue a partir de três blocos na fábrica planeada com capacidade para produzir 15 milhões de toneladas de gás liquefeito por ano. As outras empresas envolvidas são a Exxon Mobil Corp. e a Pavilion Energy.
A Tanzânia e outros países africanos, incluindo Moçambique e a Nigéria, procuram aumentar a produção de gás quando o mundo tenta limitar a utilização de combustíveis fósseis que causam o aquecimento global.
Os líderes africanos têm defendido a exploração dos seus recursos para aumentar o fornecimento de energia num continente com menor produção de energia e impulsionar economias que ainda estão a recuperar do impacto da pandemia de Covid-19.
A Tanzânia está a fazer tudo o que pode e a empregar novas tecnologias para tornar o seu gás menos sujo, disse Makamba.
“O projecto será concebido de modo a ser o projecto de gás mais limpo de sempre”, disse ele. “A própria química do gás, é um dos gases espantosamente com o mais baixo teor de CO2 do mundo”.













