UNIDO recorda necessidade de acelerar a industrialização de África

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  • Em Mocambique persiste o fraco crescimento e diversificação das actividades industriais e dos produtos manufacturados a falta de ligações interindustriais

A propósito do 20 de Novembro, Dia da Industrialização de África, a representação da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, UNIDO, em Moçambique, recordou que a efeméride chega, este ano, num ambiente em que governos e organizações em vários países africanos confrontam-se com s necessidade de acelerar a industrialização do continente, como faze-lo, independentemente dos múltiplos desafios, incluindo conflitos armados, aumento da insegurança alimentar e energética, inflação e dívida em alta, redução do espaço fiscal e aumento das catástrofes climáticas.

“Apesar destes desafios, África inclui algumas das economias de crescimento mais rápido do mundo com potencial para liderar a transição energética global”. Afirma a UNIDO em comunicado.

Sobre Moçambique, em específico, a UNIDO, recorda que economia moçambicana, cresceu a uma taxa relativamente elevada, ou seja, a uma média anual superior a 7%. Tem assim crescido quase duas vezes mais depressa do que a média da África subsariana, e tem continuado a crescer rapidamente mesmo com a prolongada crise económica internacional que afectou as economias mais desenvolvidas durante a última década.

“O crescimento exponencial, não obstante, o fraco crescimento e diversificação das actividades industriais e dos produtos manufacturados; a falta de ligações interindustriais, incluindo com a agricultura, pescas e outros sectores relacionados.

UNIDO Moçambique, chama atenção sobre a fraca produtividade na agricultura, algo que tem sido citada como ameaça aos padrões de crescimento sustentável no País.

“Assim, são necessárias parcerias público-privadas reforçadas e cooperação multilateral para promover o desenvolvimento industrial inclusivo, resistente   em África”. Afirma a UNIDO

Para o efeito a UNIDO, entende ser necessário o estabelecimento de uma nova arquitectura financeira com maior acesso ao financiamento e menor custo do capital, que é fundamental para desbloquear investimentos à escala.

“Devemos trabalhar colectivamente para impulsionar o empreendedorismo, aproveitar o potencial das novas tecnologias, expandir as oportunidades para os jovens, mulheres e raparigas, construir a resiliência climática, e fomentar a competitividade e o comércio”, propõe a UNIDO

Outro que a UNIDO pretende chamar atenção, a propósito das celebrações do Dia da Industrialização em Africa, é sobre a necessidade de trabalho conjunto para realizar os objectivos da Área de Comércio Livre Continental Africana, da Agenda 2063 da União Africana, e da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030: “No Dia da Industrialização de África, unamos forças para construir um continente mais sustentável, pacífico, e próspero para todos”, apela a UNIDO.

O 20 de Novembro, Dia da Industrialização de África, é celebrado, este ano, sob o lema “Industrialização de África”: Renovado compromisso para uma Industrialização Inclusiva e Sustentável e Diversificação Económica”.

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