• Trafego aéro nacionalf ixou-se em 87,4% do projectado, mas cresceu 3,3%

O Movimento global de aeronaves, em Moçambique,  no primeiro semestre do ano, fixou-se em 27396, em relação ao planificado (31343) representou 87,4% do cumprimento do plano.  Comparativamente a 2022 houve um acréscimo de 3,3% e em relação a 2019 um decréscimo de 21,1%., indicam dados fornecidos pela empresa Aeroportos de Moçambique (ADM), em respiosta a soliciatcao exclusiva do O.Económico.

A ADM indica que no sector de carga o movimento global foi de 7575.93 toneladas, que representa 92.2% do planeado (8217.08 toneladas). Em relação a 2022 houve um aumento de 16.7% e em relação a 2019 um decréscimo em 30.3%.

Relativamente ao movimento de correio, os dados da ADM indicam que este foi de 284.57 toneladas que representa 69,9% do planeado (406.96 toneladas). Em relação a 2022 houve um aumento de 2,9% e em relação a 2019 um aumento em 7,2%.

Os sobrevoos fixaram-se em 13.493 durante o periodo de 2023, em relação ao planificado para 2023 (9445), estes representaram um aumento em relação ao plano em 143%, em relação a 2022 houve um aumento em 29,3% e a 2019 um decréscimo em 58%.

A ADM especifica que o tráfego registado durante o primeiro semestre de 2023 foi influenciado pelo ciclone Freddy, ocorrido no mês de Março que, tendo fustigado em proporções significativas a província da Zambézia, reflectiu-se nos aeroportos da zona Centro, restringindo a mobilidade aérea em alguns dias, fazendo com que o mês de Abril aumentasse o tráfego em relação ao mês de Fevereiro em 6.4%, depois de um aumento no mês de Março em relação ao mês de Fevereiro em 13.7%,

“O início de exploração de gás natural na bacia de Rovuma fez por um lado animar a dinâmica de procura nos aeroportos nacionais, beneficiando principalmente o aeródromo de Pemba, aumentando o movimento de aeronaves em uma média de 600 voos mensais em 2019 para 990 mensais em 2023 (934 mensais em 2022). Por outro lado, a procura turística tendo epicentro Vilankulo, fez este aeródromo movimentar mais aeronaves durante os meses de Janeiro a Junho de 2023 em relação aos meses de 2022 e mesmo antes da pandemia (2019), o mesmo efeito verificou-se no aeródromo de Pemba”, explicitou ao O.Económico, a ADM

Analisando os factores que influenciaram o trafego aéreo no I Semestre de 2023, a ADM refere que os passageiros tiveram para além dos aeródromos de Pemba e Vilankulo, os aeroportos de Maputo e Pemba, animados pela procura ligada a negócio, quer de exploração de vastos recursos, turismo e interesses de negócio, fazendo com estes dois aeroportos diminuíssem a distancia de passageiros registados em 2019 em 3% e 5% respectivamente nos mês de Maio para Maputo e Nampula, e no mês de Junho diminuído a distancia dos passageiros atendidos em 2019 em 3% e 11% respectivamente nestes aeroportos.

Adicionado a este facto, diz a ADM, pesaram sobre o tráfego aéreo o anúncio da reestruturação da LAM, a revisão tarifária das rotas domésticas, regionais e intercontinental das companhias regulares, tendo como itinerário Maputo, tendo se verificado que a partir do mês de Março o preço do bilhete doméstico e regional fizerem percepcionar existência de uma relação de procura e preço, principalmente nos períodos de vale ou de pico.

“Adicionado a este facto, o crescimento económico em março 4.2% no I semestre de 20223, a abertura do mercado Chinês, que trouxe um alento a mobilidade aérea mundial, o prolongamento do conflito geopolítico entre a Rússia e Ucrânia (influenciando nos preços de mercadorias), e na incerteza do custo de vida (reportando-se em Maio que a inflação situou-se em 9.6%, influenciaram a procura do tráfego aéreo que tem o seu maior nicho de procura mobilidade aérea ligada ao negócio” tiveram impacto concreto no desempenho do trafego aéreo no período em analise, isto é, I semestre de 2023.

A ADM especifica ainda que, no que diz respeito aos sobrevoos, verifica-se que, lentamente, estes caminham para as cifras de 2019, registando 13493 voos em 2023 contra 32137 voos de 2019, destacando-se o comportamento de procura das aeronaves de grande porte, com mais 378 toneladas que perfizeram 2445 voos em 2023 contra 1189 voos em 2019 e 580 voos em 2022.

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