
Moçambique deverá anunciar plano climático no valor de milhares de milhões na COP28
- Moçambique está em conversações com a Alemanha, os Emirados Árabes Unidos, a Bélgica e o Reino Unido
- Planos para aproveitar o potencial de energia hidroelétrica e solar do país
Moçambique está empenhado em tornar-se o mais recente País a garantir um pacto de transição energética com as nações ricas, havendo objectivo de fazer tal um anúncio na Cimeira do Clima COP28, no final deste ano.
Moçambique planeia aproveitar o seu abundante potencial hidroeléctrico, solar e eólico para satisfazer as suas próprias necessidades energéticas e as dos seus vizinhos, bem como utilizar essa electricidade para processar minerais de bateria como a grafite e o lítio, disse Marcelina Mataveia, Directora Nacional de Energia. Foram mantidas conversações, sobre o financiamento, com a Bélgica, a Alemanha, o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos.
O pacto, cuja peça central seria um projecto de energia hidroeléctrica e de transmissão no valor de 4,5 mil milhões de dólares, pode ter semelhanças com as chamadas Parcerias para a Transição Energética Justa que alguns dos governos mais ricos do mundo estão a implementar com a África do Sul, Indonésia, Vietname e Senegal. Mataveia não avançou qual será o custo total do plano, disse apenas que será “muito”.
“A estratégia de transição energética abrangerá os transportes, a indústria” e o fornecimento de energia às comunidades rurais, disse Mataveia numa entrevista em Nairobi, capital do Quénia, na quarta-feira, 27 e Setembro.
Um plano de investimento será anunciado na COP28, disse Mataveia. A reunião mundial sobre o clima começa a 30 de Novembro no Dubai.
No início desta semana, Barbel Kofler, Secretário de Estado do Ministro da Cooperação Económica da Alemanha, disse numa entrevista que a nação europeia estava em conversações com Moçambique sobre projectos de energia. Na Cimeira Africana sobre o Clima, que terminou na quarta-feira, 27 de Setembro em Nairobi, os EAU prometeram milhares de milhões de dólares de investimento em energia limpa em África.
A chave para os planos de Moçambique é o potencial hidroeléctrico do rio Zambeze, o quarto maior de África.
Em Maio, o Governo moçambicano seleccionou um consórcio constituído pela TotalEnergies SE, Electricité de France SA e Sumitomo Corp. para o ajudar a construir a barragem de Mphanda Nkuwa, com uma capacidade de 1500 megawatts.
As linhas de transmissão planeadas a partir da instalação também permitirão adicionar à rede 1.500 megawatts de energia eólica e solar, disse ele.
Estão a ser mantidas conversações com empresas públicas e privadas nacionais e da região para comprar a electricidade. Serão reforçadas ou construídas ligações à rede com o Zimbabwe, a África do Sul, a Zâmbia e a Tanzânia. Já está em curso um projecto de linhas para o Malawi.
Actualmente, Moçambique obtém a maior parte da sua electricidade da barragem de Cahora Bassa e alguma energia de centrais a gás. Entretanto, países vizinhos como a África do Sul e o Zimbabwe têm sofrido cortes de energia devastadores.
“O cabaz energético vai mudar substancialmente a partir de 2030”, disse Yum. As fontes renováveis permitirão a Moçambique utilizar métodos de baixo carbono para processar os minerais que actualmente exporta na sua forma bruta, disse ele. A produção de hidrogénio verde não está a ser considerada.
O plano de transição energética também incluirá soluções fora da rede para comunidades remotas e a mudança gradual da frota de transportes de gasolina e diesel para carros eléctricos e biocombustíveis, disse Mataveia.
Embora Moçambique dependa largamente da energia hidroeléctrica, o País alberga alguns dos maiores projectos de gás natural do mundo e é também um exportador de carvão, duas commodities fundamentais actualmente para a geração de electricidade.
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