EUA canalizam US$ 4 mil milhões para Fundo do Banco Mundial destinado aos países pobres

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O anúncio foi feito no decurso da cimeira do G20, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou um compromisso histórico de 4 mil milhões de dólares para a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), o braço do Banco Mundial que apoia as nações mais pobres. O montante ultrapassa os US$ 3,5 mil milhões prometidos na ronda anterior de reposição de fundos da IDA, em 2021, consolidando os EUA como um dos principais financiadores desta iniciativa.

Apoio crescente em tempos de desafios globais

A IDA desempenha um papel crucial ao fornecer subsídios e empréstimos a juros muito baixos para nações que enfrentam desafios como, dívidas crescentes, desastres climáticos, conflitos armados e pressões socioeconómicas agravadas por pandemias e crises alimentares.

Com uma conferência de promessas agendada para os dias 5 e 6 de Dezembro, em Seul, o Banco Mundial espera captar um valor recorde, ultrapassando os 93 mil milhões de dólares arrecadados em 2021. Segundo o Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, as necessidades dos países mais pobres aumentaram significativamente, especialmente em África e noutras regiões vulneráveis, exigindo um esforço global coordenado.

 

Contribuições globais em expansão

Além do compromisso dos EUA, outros países também anunciaram aumentos significativos nas suas contribuições para a IDA. A Espanha planeia aumentar a sua participação em 37%, alcançando cerca de US$ 423 milhões. A Dinamarca comprometeu-se a aumentar em 40%, totalizando cerca de US$ 492 milhões de dólares. Já a Coreia do Sul indicou um aumento de 45%, embora o valor exacto ainda não tenha sido especificado.

Somando as contribuições conhecidas de Espanha e Dinamarca, o montante atinge aproximadamente US$ 915 milhões de dólares, o que, combinado com o compromisso dos EUA, resulta num total estimado de US$ 4,915 mil milhões. Com a expectativa de novas promessas durante a conferência de Seul, o Banco Mundial espera superar os recordes anteriores.

Impacto e incertezas políticas

Embora o compromisso de Biden represente uma demonstração de liderança, surgem incertezas sobre a sua concretização devido à transição iminente na administração americana. Com a tomada de posse do Presidente eleito Donald Trump, em Janeiro, o seu histórico de propostas para cortes na ajuda externa levanta preocupações sobre a continuidade deste financiamento. A decisão final sobre a alocação de recursos dependerá do Congresso dos EUA, que deverá discutir o tema após a transição presidencial.

Um passo necessário em direcção à equidade global

A IDA tem sido um pilar de apoio para os países mais pobres do mundo desde a sua fundação. Estes recursos possibilitam investimentos cruciais em áreas como saúde, educação, infraestruturas e combate à pobreza extrema. Num contexto de crescente desigualdade global e crise climática, o reforço deste fundo simboliza um compromisso com a justiça social e o desenvolvimento sustentável.

Para os países beneficiários, o sucesso da próxima ronda de reposição da IDA poderá determinar a capacidade de implementar projetos de grande impacto, estabelecendo uma base mais sólida para superar crises e construir um futuro resiliente.

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