Hidroeléctrica de Cahora Bassa supera em 4,7% produção de 2019

HCB vai proceder à distribuição de dividendos no valor total de 150 milhões de meticais

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Os accionistas da série B, da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) SA, designadamente, cidadãos, empresas e instituições que entraram na sociedade como resultado da oferta pública de vendas realizada em 2019, deverão repartir entre si dividendos de cerca de 150 milhões de Meticais, indica a empresa, em comunicado datado de 25 de Maio.

Trata-se de dividendos relativos ao exercício económico findo a 31 de Dezembro de 2020, aprovados em Assembleia Geral Ordinária realizada a 30 de Abril de 2021, cujo valor bruto é 0,111 Meticais por acção, o que representa um incremento de 73,6% em relação aos dividendos pagos em 2020, refere a nota da empresa, que sublinha que o pagamento dos dividendos de 2021 decorre da aprovação da aplicação dos resultados no montante de 9,8 mil milhões de Meticais em que 40% foram destinadas as reservas livres, 30% as reservas de lucros a realizar e 30% aos dividendos.

O documento explica que os dividendos em questão estão sujeitos a uma taxa liberatória de 10% em sede do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRPS), e impostos de rendimento de pessoas colectivas (IRPC) e outros encargos eventualmente cobrados pelos bancos.

Um numero significativo de investidores individuais, entretanto acionistas da HCB, têm mostrado uma certa desilusão com os dividendos que tem vindo a receber, em face das expectativas criadas.

O.Económico, está em condições de afirmar que, o processo da venda das acções da HCB, foi dos processos mais transparentes alguma vez realizado no mercado moçambicano, sucedendo, porém, que a falta de maturidade ainda existente em relação a este segmento do mercado financeiro, esteve por detrás da exacerbação das expectativas e tomada de decisões com pouca racionalidade económica.

Recorde-se que o processo da venda das acções foi antecedido de uma ampla divulgação tanto de literacia sobre acções, assim como foi disponibilizada toda a informação sobre a HCB. Concretamente, sobre os dividendos, foi facultada informação sobre o que a empresa havia pago nos anos anteriores e o número de ações que a empresa tem. Dai que, com um exercício aritmético simples, o público poderia estimar o que esperaria receber.

Um aspecto que os acionistas, agora um tanto ou quanto desiludidos precisam perceber, é que o negócio de acções não consiste em apenas esperar por dividendos, mas também fazer ganhos de capital em momentos de apreciação das mesmas no mercado.

As acções da HCB chegaram a valer 13 MT no mercado contra 3 MT do preço de compra uma valorização na ordem de 400%. Quem vendeu nessa altura fez ganhos de capital extraordinários. Entretanto, depreende-se que os investidores em referência, ainda não têm essa maturidade tendo em conta o estágio incipiente do nosso mercado de capitais.

A OPV da HCB veio certamente criar parte dessa maturidade no sentido de para as próximas ocasiões, os investidores usarem informação disponibilizada para tomar decisões mais consentâneas com as suas expectativas.

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