
Défice de US$ 66,3 milhões compromete assistência humanitária do UNICEF no país
O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, revela que não será capaz de fornecer apoio humanitário previsto para o país este ano devido a falta de fundos.
Em causa está um défice de aproximadamente 69%, cerca de 66,3 milhões de dólares, das necessidades de financiamento para programas de emergência em curso no país. “Sem o valor necessário ficará prejudicado o acesso à água potável, aos serviços de saúde e à nutrição, além de oportunidades de aprendizagem, proteção infantil e apoio a sobreviventes da violência de gênero”, avança um relatório divulgado recentemente pela Agência.
Cumulativamente, durante o primeiro semestre de 2021, a agência recebeu US$ 16,3 milhões para a resposta humanitária de governos como Canadá, Japão, Noruega, Suécia, Itália e Reino Unido, assim como da iniciativa “A Educação Não Pode Esperar” e o Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU.
De acordo com informações divulgadas pela agência em junho deste ano, seriam necessários US$ 96,5 milhões para o fornecimento de serviços essenciais de assistência humanitária no país (saúde, nutrição, protecção infantil, educação, entre outros), no entanto, recebeu apenas US$ 16,94 milhões, tendo sido alocados principalmente para a protecção social, cerca de US$ 6,4 milhões.
O agravamento das necessidades resulta de uma conjugação de factores, dos quais destacam-se a terceira onda da Covid-19 e o conflito no extremo norte, avançou. Para ilustrar os desafios, a agência destaca que o país teve uma alta nos casos de Covid-19 em junho, com o início da terceira onda, sendo que penas 1% da população-alvo foi completamente vacinada, quando era necessário chegar a 54% dos habitantes.
Com o recente ataque à cidade de Palma, no final de março, mais de 70 mil pessoas deixaram o distrito de Cabo Delgado, sendo que os confrontos com forças do governo na província já causaram pelo menos 732 mil deslocados.
No global, a agência avança que o país apresenta cerca de 1,3 milhões de pessoas com necessidades de assistência humanitária, das quais 689 mil são crianças.









