Fronteira de Ressano Garcia Será Totalmente Modernizada com Novo Plano de Investimentos

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Extensão da concessão do Terminal KM4 à GTSA garante 10 anos de reformas estruturais e sociais, reforçando a eficiência logística e o bem-estar dos profissionais do corredor de Maputo.

Questões-Chave:
  • O Governo de Moçambique assinou a extensão da concessão do KM4 com a Gestão de Terminais de Serviços Aduaneiros (GTSA);
  • O novo ciclo de concessão tem a duração de 10 anos e integra investimentos estruturais e sociais;
  • Prevê-se o alargamento para três faixas na estrada de entrada e saída, a automação dos controlos fronteiriços e a nova ligação à N4;
  • Inclui ainda a construção de uma nova fronteira turística e de um complexo habitacional para 150 funcionários públicos;
  • O investimento enquadra-se num pacote de US$ 2,2 mil milhões para o desenvolvimento do Corredor Logístico de Maputo.

A fronteira de Ressano Garcia, uma das mais movimentadas da África Austral, vai beneficiar de um novo ciclo de investimentos públicos e privados destinado a modernizar infra-estruturas, optimizar o fluxo de cargas e melhorar as condições de trabalho dos servidores públicos. O acordo de extensão da concessão do Terminal KM4 à empresa GTSA marca um avanço estratégico na transformação do Corredor Logístico de Maputo.

A assinatura do acordo, liderada pelo Ministério dos Transportes e Logística, garante a gestão do terminal por mais 10 anos, com um plano de investimentos de forte impacto estrutural e social.

Entre as intervenções previstas destacam-se o alargamento para três faixas nas vias de entrada e saída, a criação de uma nova saída para a melhoria do fluxo de camiões e a automação integral dos processos de controlo aduaneiro.

“Esta extensão é uma demonstração clara de que as concessões logísticas em Moçambique podem e devem gerar valor partilhado. Não se trata apenas de melhorar a fluidez do comércio, mas também de valorizar os profissionais que garantem o funcionamento das nossas fronteiras”, afirmou o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante a cerimónia.

O investimento inclui ainda a construção de uma nova fronteira turística, concebida de raiz, e o desenvolvimento de um complexo habitacional com capacidade para 150 servidores públicos afectos à zona fronteiriça.

Um Modelo Integrado de Concessão Pública

A extensão da concessão introduz um modelo de parceria público-privada que conjuga eficiência logística com responsabilidade social, reforçando a sustentabilidade e a segurança operacional da fronteira.

O gestor da GTSA, Sean Gent, sublinhou que o compromisso vai além da infraestrutura:

“Esta extensão representa um novo compromisso com o futuro do corredor de Maputo. Vamos investir em soluções logísticas modernas, mas também em infra-estruturas que valorizam o servidor público e beneficiam as comunidades vizinhas.”

João Matlombe

O ministro João Matlombe destacou que o projecto é uma das últimas etapas de consolidação do desenvolvimento do Corredor Logístico de Maputo, que já concentra investimentos de cerca de US$ 2,2 mil milhões, incluindo a expansão do Porto de Maputo e a modernização da auto-estrada N4.

Transformação Regional e Integração Fronteiriça

Além da requalificação do terminal, o novo ciclo de concessão prevê a modernização dos sistemas de gestão e a digitalização dos processos operacionais, incluindo a introdução de quatro novas faixas rápidas para entrada de carga em trânsito, o que deverá reduzir o tempo médio de cruzamento fronteiriço e aumentar a competitividade logística.

O Governo moçambicano reafirma, com esta decisão, o seu compromisso com a modernização do corredor de Maputo e a integração regional, apostando em infra-estruturas mais eficientes, seguras e socialmente inclusivas.

“Com a expansão do porto, a melhoria da N4 e as novas infra-estruturas de Ressano Garcia, estamos a construir um corredor logístico moderno e competitivo, à escala regional”, concluiu o ministro.

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