
ExxonMobil Levanta Força Maior e Reabre Perspectiva Estratégica para o GNL na Bacia do Rovuma
Decisão sinaliza mudança no risco operacional e relança expectativas sobre a janela de investimento para 2026, com implicações decisivas para a economia moçambicana.
- A ExxonMobil levantou formalmente a declaração de força maior no projecto de GNL do Rovuma;
- A medida reflecte nova avaliação de segurança e viabilidade no norte de Moçambique;
- O mercado interpreta o sinal como preparação para a decisão final de investimento em 2026;
- O Governo moçambicano espera que a FID avance até Julho de 2026;
- O consórcio da Área 4 mantém previsão de iniciar exportações em 2030;
- A decisão pode reposicionar Moçambique no mapa global do GNL;
- O avanço reforça debates sobre conteúdo local, governação e efeitos fiscais futuros.
A ExxonMobil levantou formalmente a declaração de força maior aplicada ao megaprojecto Rovuma LNG desde 2021, abrindo caminho para a retoma das actividades preparatórias e para a decisão final de investimento (FID), prevista para 2026. A confirmação foi avançada por porta-voz da companhia e reportada pelas agências internacionais Lusa e Reuters, num movimento interpretado como o mais significativo passo de avanço no sector de GNL em Moçambique desde o início da insurgência em Cabo Delgado.
O anúncio representa uma mudança estrutural na dinâmica do investimento energético no norte de Moçambique. Num comunicado citado pela Lusa, a empresa afirmou: “Levantámos a declaração de força maior para o projecto Rovuma LNG”, lembrando que o complexo está associado ao megaprojecto da TotalEnergies, com o qual partilha parte das infra-estruturas.
A ExxonMobil justificou a decisão com base na melhoria das condições de segurança em Cabo Delgado, sublinhando que está “a trabalhar com os nossos parceiros e com o Governo de Moçambique para garantir a segurança dos nossos funcionários e instalações, enquanto procuramos desenvolver um projecto de GNL de classe mundial que possa impulsionar o crescimento económico”.
A agência Reuters confirma a mesma leitura, referindo que a companhia norte-americana continua a planear a sua FID para 2026, com a primeira produção de GNL prevista para 2030.
O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou recentemente que as conversações mantidas com a ExxonMobil em Houston, a 29 de Outubro, deixaram claro que a empresa pretende alinhar o seu calendário com a TotalEnergies: “Basta retomar-se o projecto da Total […] para que nos meados do próximo ano, mais tarde julho/julho, possa haver decisão de investimento da Exxon”.
O director-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, reforçou que “a situação de segurança melhorou drasticamente” e que o consórcio se sente agora confortável para avançar, destacando que o projecto “está a avançar e sentimo-nos muito bem com isso”.
A Área 4, liderada pela ExxonMobil em parceria com a Eni e a CNPC, prevê uma capacidade projectada de 18 milhões de toneladas por ano, o maior volume entre os projectos de GNL actualmente planeados no continente africano.
A evolução no Rovuma LNG junta-se à dinâmica já observada no offshore, onde a plataforma flutuante Coral Sul, operada pela Eni, produz desde 2022 cerca de sete mtpa. Com a aprovação da FID para a Coral Norte, em Outubro passado, a produção offshore deverá duplicar até 2028.
No plano económico, o levantamento da força maior reacende o debate sobre governação dos recursos naturais, integração de empresas nacionais nas cadeias de valor e impacto futuro das receitas fiscais. Embora a decisão não represente ainda o reinício das obras, é o sinal mais forte desde 2021 de que o projecto regressa ao horizonte estratégico global. Para Moçambique, a oportunidade é decisiva — mas igualmente exigente em matéria de estabilidade, coordenação institucional e gestão estratégica do sector.
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A ExxonMobil levantou oficialmente a cláusula de força maior no projecto Rovuma LNG, um dos maiores investimentos de GNL em África. A decisão ocorre após melhorias significativas das condições de segurança em Cabo Delgado e reabre a expectativa de Decisão Final de Investimento já em 2026.
A petrolífera afirmou que está a trabalhar “em estreita colaboração com o Governo de Moçambique e os parceiros” para garantir um ambiente operacional seguro e avançar com um projecto considerado estratégico para o futuro económico do país.
O Presidente da República, Daniel Chapo, indicou recentemente que a ExxonMobil poderá anunciar a FID até meados do próximo ano, alinhada ao calendário da TotalEnergies.
O Rovuma LNG poderá atingir 18 milhões de toneladas/ano de capacidade — tornando-se o maior projecto de GNL alguma vez desenvolvido no continente.
Moçambique volta, assim, ao centro do mapa global do gás natural, num momento crucial para a agenda económica, a confiança dos investidores e o futuro das receitas públicas.
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