
Primeiro trimestre marcado por fraca performance empresarial
_Revertendo parte dos ganhos alcançados no último trimestre do ano passado, a actividade empresarial registou uma nova deterioração ao longo do primeiro trimestre deste ano.
O desempenho do empresariado nacional, avaliado pelo Índice de Robustez Empresarial, registou uma ligeira deterioração ao longo dos primeiros três meses do ano em curso, passando de 29% registados no último trimestre do ano passado para 27%, uma queda em 2 pontos percentuais.
Dados da última edição do Índice de Robustez Empresarial, apresentada semana finda, 27/04, pela Confederação das Associações Económicas – CTA, revelam que quase todos os sectores registaram uma redução na performance empresarial no referido período, uma tendência que ficou a dever-se, fundamentalmente, ao impacto das calamidades naturais na estrutura de custos do sector privado, não obstante o impacto positivo resultante do aprofundamento do alívio das restrições de combate ao COVID-19.
Reflectindo a tendência de declínio das condições empresariais, o índice de tendências de emprego também experimentou uma deterioração ao longo do primeiro trimestre de 2021, saindo de 125,94 para 115,02, representando uma queda de 10,94 pontos.
Embora a performance empresarial tenha registado uma redução à escala nacional, a tendência ao nível das províncias não foi generalizada. Enquanto as províncias de Sofala e Zambézia registaram melhorias consideráveis, passando até a incluir o grupo das cinco províncias com melhor desempenho, as províncias de Cabo Delgado e Inhambane registaram uma deterioração significativa na performance do sector empresarial.
O fraco desempenho do sector empresarial esteve associado a uma deterioração na conjuntura económica doméstica. Com efeito, no mesmo período, o Índice de Ambiente Macroeconómico reduziu em um ponto percentual, de 50% para 49%, reflectindo o aumento da Inflação, num contexto de estabilidade da taxa de câmbio e das taxas de juros.(OE)














