
Acesso a electricidade no mundo aumentou para 91%
A edição de 2023 do Tracking SDG 7: The Energy Progress Report (Acompanhamento do ODS 7: Relatório de Progresso em Energia – traduzido do inglês), revelam que, em 2010, 84% da população mundial tinha acesso à electricidade. Isso aumentou para 91% em 2021, o que significa que mais de um bilhão de pessoas tiveram acesso nesse período. No entanto, o ritmo de crescimento do acesso abrandou em 2019-2021 em comparação com os anos anteriores. Os esforços de electrificação rural contribuíram para este progresso, mas continua a existir uma grande lacuna nas zonas urbanas.
Em 2021, 567 milhões de pessoas na África Subsariana não tiveram acesso a electricidade, representando mais de 80% da população mundial sem acesso. O défice de acesso na região manteve-se quase idêntico ao de 2010.
O “Tracking SDG 7: The Energy Progress Repor”, confirma que o mundo continua longe de alcançar o acesso universal à cozinha limpa até 2030, visto que, cerca de 2,3 mil milhões de pessoas continuam a utilizar combustíveis e tecnologias poluentes para cozinhar, principalmente na África Subsariana e na Ásia.
“A utilização da biomassa tradicional significa também que os agregados familiares passam até 40 horas por semana a recolher lenha e a cozinhar, o que proíbe as mulheres de procurar emprego ou de participar nos órgãos de decisão locais e as crianças de irem à escola”, sublinha o
O “Acompanhamento do ODS 7: Relatório de Progresso em Energia”, cita De as estimativas de 2019 da OMS, que indicam que 3,2 milhões de mortes prematuras a cada ano foram atribuídas à poluição do ar doméstico criada pelo uso de combustíveis e tecnologias poluentes para cozinhar.
O relatório, confirma ainda que o uso de electricidade renovável no consumo global cresceu de 26,3% em 2019 para 28,2% em 2020, o maior aumento em um único ano desde o início do acompanhamento do progresso para os ODS.
“Os esforços para aumentar a quota das energias renováveis no aquecimento e nos transportes, que representam mais de três quartos do consumo global de energia, continuam aquém do objectivo de atingir os objectivos climáticos de 1,5 °C”, afirma o relatório, acrescentando ainda que, a intensidade energética – a medida da quantidade de energia que a economia global utiliza por dólar do PIB – melhorou 2010 a 2020 em 1,8% ao ano. “Este valor é superior à melhoria de 1,2% registada nas décadas anteriores”. Sublinha
O relatório revela também que os fluxos financeiros públicos internacionais de apoio à energia limpa nos países em desenvolvimento situam-se em 10,8 mil milhões de dólares em 2021, menos 35% do que a média de 2010-2019 e apenas cerca de 40% do pico de 2017, de 26,4 mil milhões de dólares. Em 2021, 19 países receberam 80% dos compromissos.
“Os elevados preços da energia atingiram duramente os mais vulneráveis, em especial os das economias em desenvolvimento. Embora a transição para as energias limpas esteja a avançar mais rapidamente do que muitos pensam, ainda há muito trabalho a fazer para proporcionar um acesso sustentável, seguro e a preços acessíveis aos serviços energéticos modernos para os milhares de milhões de pessoas que vivem sem ele. O êxito das transições energéticas depende de políticas eficazes e de inovação tecnológica, combinadas com a mobilização em larga escala de capital de investimento. A comunidade internacional deve tirar partido de todos estes instrumentos para cumprir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável até ao final desta década., afirmou Fatih Birol, Director Executivo, Agência Internacional de Energia.
Por seu turno, Francesco La Camera, Director-geral, Agência Internacional para as Energias Renováveis, afirmou que “as energias renováveis competitivas em termos de custos demonstraram mais uma vez uma resiliência notável, mas os mais pobres do mundo continuam a ser, em grande medida, incapazes de dela beneficiar plenamente. Para concretizar o ODS7 sem comprometer os objectivos climáticos, temos de provocar uma mudança sistémica na forma como a cooperação internacional funciona. É crucial que as instituições financeiras multilaterais direccionem os fluxos financeiros de forma mais equitativa em todo o mundo para apoiar a implantação de energias renováveis e o desenvolvimento de infra-estruturas físicas conexas.”
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