Banco Africano de Desenvolvimento enaltece Moçambique pela implementação de reformas que estabilizaram o País

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  • Adriano Maleiane realça AfDB pela abordagem única para o desenvolvimento e parceria;
  • O Primeiro-Ministro manifestou o seu apoio inequívoco à estratégia de desenvolvimento do Banco Africano de Desenvolvimento para o País.

Ao receber a Vice-Presidente do Banco para o Desenvolvimento Regional, Integração e Negócios, Marie-Laure Akin-Olugbade, no seu gabinete na última Quinta-feira, 06/07, Maleiane elogiou o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB, sigla em inglês)  pela sua abordagem única para o desenvolvimento e parceria, que foi além do financiamento para humanizar as suas iniciativas.

A visita de cortesia de Akin-Olugbade ao Primeiro-Ministro faz parte de uma visita oficial de seis dias a Moçambique. A acompanhá-la estiveram a Diretora-Geral do Banco para a África Austral, Leïla Mokaddem, e o Representante Residente do Banco em Moçambique, Cesar Augusto Mba Abogo.

Akin-Olugbade elogiou o Governo de Moçambique pela implementação de várias reformas que ajudaram a manter a estabilidade do País, e por mostrar “forte resiliência face a choques exógenos como as alterações climáticas, Covid-19, conflito e terrorismo”.

Na Quinta-feira, 06/07, Akin-Olugbade e a sua equipa reuniram-se com parceiros de desenvolvimento em Maputo para discutir o apoio mútuo a Moçambique. Foram nomeadamente convidados a participar no encontro o Banco Mundial, a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), União Europeia, Reino Unido, Espanha, Suécia, KfW, o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

A equipa do AfDB também se reuniu com representantes do setor privado e com o Governo. As discussões com o Ministro da Economia e Finanças, Max Elias Tonela, no dia anterior, centraram-se na implementação da recente aprovacão da Estratégia do AfDB para Moçambique para o período 2023 – 2028.

Na ocasião, Tonela saudou o novo Documento de Estratégia Nacional e o seu alinhamento com as estratégias de médio e longo prazo do Governo de Moçambique para o desenvolvimento da economia e do setor privado. Ambas as estratégias se concentram na criação de empregos e no desenvolvimento social sustentável.

“Esta estratégia está preparada para apoiar fortemente Moçambique na implementação de reformas económicas cruciais, permitindo ao País realizar o seu imenso potencial e alcançar uma perspetiva económica positiva; servirá como um robusto enquadramento da nossa colaboração para impulsionar o crescimento tangível e capitalizar as abundantes oportunidades que temos pela frente”, observou Tonela.

O Representante Residente do Banco, Abogo, afirmou: “Com este Documento de Estratégia Nacional, pretendemos manter a nossa marca como parceiro estratégico de referência tanto para o Governo de Moçambique como para outros Parceiros de Desenvolvimento que, tal como o AfDB, apoiam este país a enfrentar o desafio de alcançar um crescimento inclusivo e sustentável.”

O Projeto de Cadeias de Valor Agrárias e Empoderamento dos Jovens (AVACYEP), financiado pelo AfDB foi visitado pela equipa. Este projeto apoia os jovens agricultores e as suas comunidades, fornecendo infraestruturas relacionadas com a horticultura, a irrigação e a pecuária. Após a visita, Akin-Olugbade salientou que a paz e a segurança são essenciais para o desenvolvimento económico sustentável.

O Complexo de Desenvolvimento Regional, Integração e Negócios do AfDB – que Akin-Olugbade gere – supervisiona a carteira de 30 mil milhões de dólares do Banco e os empréstimos nos seus cinco centros regionais. Proporciona liderança estratégica no âmbito do Banco em matéria de fragilidade e integração regional.

Mokaddem disse que a visita foi oportuna para reconhecer a posição significativa que Moçambique ocupa nas atuais iniciativas inovadoras do Banco.

“Temos exemplos, como as Obrigações de Investimento Indexadas à Segurança [do Banco], a Cimeira Alimentar de Dacar 2, e o apoio à liquidação dos atrasos no pagamento da dívida do Zimbabué através da plataforma de diálogo estruturado em curso com os credores e parceiros de desenvolvimento do País”, salientou.

O AfDB tem estado activamente envolvido em Moçambique há mais de 45 anos, com investimentos no país que ascendem a 3,6 mil milhões de dólares. Mais de metade deste financiamento foi concedido na última década.

A actual carteira do Banco para Moçambique tem um valor de 1,21 mil milhões de dólares e é a segunda maior na região da África Austral. Inclui 29 projetos nos sectores de energia, dos transportes, da agricultura e da governação social e económica.

Moçambique é um foco chave das várias iniciativas emblemáticas do AfDB, para a transformação de África, sendo uma delas o seu programa de Zonas Especiais de Processamento Agroindustrial.

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