Central de Valores Mobiliários empenha-se na proximidade aos agentes económicos

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A Central de Valores Mobiliários, um serviço financeiro ainda integrado na Bolsa de Valores de Moçambique, voltado ao registo e controlo de valores mobiliários, quer ver os seus serviços cada vez mais conhecidos e próximos dos agentes económicos.

Ovídio Zavale, Director da Central de Valores Mobiliários, fala de um serviço essencial na fluidez de uma economia. O serviço de controlo dos valores mobiliários transacionados no país desempenha um papel da maior importância no sistema financeiro, no mercado de capitas em concreto, ao permitir a liquidação transparente dos títulos transacionados, evitando, assim, extravios e outras possíveis irregularidades, acrescentando que a existência da CVM pode até evitar branqueamento de capitais.  

A Central de Valores Mobiliários tem como principal desafio nos próximos anos tornar mais conhecidos os seus serviços de modo que haja mais sociedades anónimas a efectuarem as suas transações por meio da CVM, pois, disso podem tirar muitas vantagens como “a preservação do património do investidor e porque quando se regista um valor mobiliário é a ele atribuído um código, o International Securities Identification Number (ISIN), pode se transacionar este título com investidores estrangeiros”

Desde a sua criação em 2006 pelo Decreto nº 25/2006 de 23 de Agosto, até ao presente, a CVM só entrou em funcionamento a partir de 2014, tendo até esta parte feito o registo de 191 valores mobiliários entre acções, obrigações e papel comercial. Neste período foram igualmente titulados 23600 investidores e o valor de liquidação registado ascende, ascende m média os 6 mil milhões de meticais.

No percurso da CVM nesses 15 anos de existência foi possível registar um desenvolvimento tecnológico que permitiu a automatização das operações e assim facilitar o registo de grandes operações como foi o caso da Oferta Pública de Venda da HCB em 2019.

Ovídio Zavale, adiantou que estão em curso, com vista a tornar mais eficiente as actividades da CVM, projectos de modernização tecnológica que poderão permitir que detentores de acções com direito a voto possam fazê-lo eletronicamente entre outras funcionalidades e há nisso envolvimento de múltiplos actores como o Banco Central, bancos comerciais e alguns bancos de custódia para permitir uma transparência e fiabilidade no processo.

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