
Regras de confinamento deterioram condições das empresas em Agosto
Revertendo a tendência de recuperação iniciada em abril, a economia do sector privado moçambicano sofreu um declínio no mês de agosto, devido às maiores restrições provocadas pelo aumento dos casos de COVID-19, revelam dados mais recentes do inquérito PMI do Standard Bank.
Ao longo do mês de agosto, e após quatro meses de recuperação, o Purchasing Managers’ Index™ (PMI™), principal valor calculado pelo inquérito, desceu para 47,9, o valor mais baixo dos últimos sete meses, uma queda do valor de 51,8 registado em julho, assinalando, assim, uma deterioração moderada da saúde na economia do sector privado.
O sector privado associa a deterioração da sua actividade à restrição das medidas de combate à COVID-19, incluindo o recolher obrigatório, encerramento temporário das empresas e a proibição de ajuntamentos sociais, medidas que, segundo as empresas inquiridas, “originaram uma forte queda da procura por parte dos clientes e um declínio na capacidade das empresas”.
A excepção do sector da construção, o único a conhecer aumentos constantes em termos de produção e do número de novas encomendas, os dados revelam que as áreas do fabrico e dos serviços foram as mais afetadas, sendo que as empresas de agricultura também notaram uma quebra na procura.
Com o declínio verificado na produção e com as empresas dispostas a reduzir os custos dos inventários, a compra de meios de produção foi reduzida ao ritmo mais elevado dos últimos sete meses.
“A reduzida procura de meios de produção também levou os fornecedores a oferecem preços mais baixos, o que resultou na primeira descida dos custos de aquisição desde novembro de 2020”, lê-se no documento.
A fonte aponta ainda para um aumento a um ritmo mais lento do número de postos de trabalho, o mais baixo dos últimos quatro meses. Paralelamente, os custos com pessoal também sofreram uma redução no período do último inquérito. “Como resultado, o aumento geral dos custos dos meios de produção abrandou para o nível mais baixo dos últimos três meses”.
Relativamente as expectativas sobre a produção futura, os resultados do inquérito apontam para uma manutenção da confiança das empresas, continuando a apostar na mão de obra. “Apesar da perda acentuada do impulso no mês de agosto, as empresas permanecem confiantes de que a produção irá voltar a crescer nos próximos 12 meses, sendo que várias acreditam que as interrupções causadas pelas restrições da COVID-19 serão de curta duração”, refere a fonte.
















