Certificações do cimento caminham a passos galopantes

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Em meio a tantas dificuldades de certificação das empresas moçambicanas, os dados do sector da construção civil caminham numa trajectória diferente dando-se conta que dentre as 16 fábricas de cimento existentes no país 14 estão certificadas, o que corresponde a uma cifra de 87.5% de empresas certificadas, segundo o Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM), instituição responsável pela certificação do cimento produzido em Moçambique.

Todavia, fora os números nem tudo é um mar de rosas, pois nem todas as fábricas veem a certificação como um activo, o que o Engenheiro Rodrigues Manjate, Coordenador do Processo de Certificações do Cimento e Responsável de Qualidade do LEM, chama de um relaxamento após a certificação uma vez que considera que algumas fábricas podem não fazer na totalidade os ensaios previstos na norma, podem ter o processo de calibração do equipamento mas não calibrarem porque os custos são elevados.

Por outro lado, apesar desse número satisfatório de empresas certificadas existe uma percepção generalizada segundo a qual a qualidade do cimento reduziu bastante de uns tempos para cá, visão não corroborada por Manjate.

“Em termos de qualidade de cimento não há problemas. Os problemas que podem vir são as quantidades. Esse é que ainda é o calcanhar de Aquiles que temos que resolver”, sublinha Manjate.

Engenheiro Rodrigues Manjate - Coordenador do Processo de Certificações do Cimento e Responsável de Qualidade do LEM

Engenheiro Rodrigues Manjate – Coordenador do Processo de Certificações do Cimento e Responsável de Qualidade do LEM

Justificando que o motivo do LEM depositar tanta confiança na qualidade do cimento produzido nacionalmente centra-se nos resultados positivos identificados através da recolha de amostras bimensalmente para realização de ensaios.

A certificação do cimento baseia-se na norma NM NP EN 191 1 para as especificações e a norma NM NP EN 191 2 referente a avaliação de conformidade do cimento, sendo feita por duas instituições, nomeadamente, o LEM a certificar o cimento nacional e o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) que é responsável por certificar o cimento importado.

O LEM é uma instituição acreditada pelo ISO 17025, o que, segundo Manjate, confere uma segurança da aceitação internacional do cimento produzido em Moçambique.

“Quando iniciamos esse trabalho poucas empresas moçambicanas exportavam cimento, agora temos empresas moçambicanas que já exportam o cimento e o nosso cimento tem uma qualidade que é reconhecida fora e leva o nosso certificado. Já é um ganho para o país e para as próprias empresas”, reitera Manjate.

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