CFM Assegura Retoma dos Comboios de Passageiros Assim que Estiverem Repostas as Condições de Segurança

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A circulação ferroviária nas linhas do Limpopo, Goba e Ressano Garcia permanece suspensa devido aos impactos das chuvas intensas, enquanto a empresa avalia a integridade e segurança das infra-estruturas.

Questões-Chave:
  • A CFM garante que os comboios de passageiros voltarão a circular logo que estejam reunidas as condições de segurança operacional;
  • As fortes chuvas provocaram danos na linha do Limpopo, incluindo soterramento da via-férrea em zonas urbanas de Maputo;
  • A suspensão afecta mais de 25 mil passageiros por dia nas ligações suburbanas e interurbanas da região sul;
  • A empresa está a realizar vistorias técnicas para aferir a eficiência e segurança das infra-estruturas ferroviárias;
  • A interrupção ocorre num contexto de investimentos estruturantes em modernização e electrificação da rede.

Os comboios de passageiros nas linhas do Limpopo, Goba e Ressano Garcia, na região sul de Moçambique, retomarão a circulação assim que estiverem asseguradas as condições de segurança, garantiu a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

Em comunicado, a empresa explica que a suspensão dos serviços resulta das fortes chuvas que se fazem sentir nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, há mais de uma semana, e que degradaram as condições da infra-estrutura ferroviária, comprometendo a prestação do serviço em padrões aceitáveis de segurança.

Segundo a CFM, a interrupção ocorreu após o descarrilamento de uma automotora no domingo, na Linha do Limpopo, concretamente no Bairro das Mahotas, na cidade de Maputo. O incidente foi provocado pelo soterramento da linha-férrea, consequência do arrastamento de solos pelas águas pluviais.

Impacto directo na mobilidade

A suspensão temporária dos serviços afecta mais de 25 mil pessoas transportadas diariamente, sobretudo para destinos como Goba, Ressano Garcia, Manhiça e Chicualacuala, além das ligações suburbanas Maputo–Matola-Gare, Maputo–Boane e Maputo–Marracuene. Trata-se de corredores críticos para a mobilidade laboral e social na região metropolitana de Maputo e no sul do país.

A empresa sublinha que a decisão de suspender a circulação foi tomada por precaução, priorizando a segurança dos passageiros e do material circulante.

Vistorias técnicas e modernização

A CFM refere que decorrem vistorias rotineiras e extraordinárias às infra-estruturas afectadas, com vista a aferir o grau de eficiência, robustez e segurança da rede ferroviária antes da retoma dos serviços.

Em paralelo, a empresa pública recorda que se encontra a preparar uma nova fase de modernização das infra-estruturas, com destaque para o processo de electrificação da linha Maputo–Ressano Garcia, previsto para os próximos cinco anos.

Este projecto integra um pacote de investimentos públicos avaliado em cerca de 215 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 14,2 mil milhões de meticais, que inclui ainda a aquisição de novas carruagens e vagões e a duplicação de troços ferroviários com elevado tráfego de mercadorias.

Infra-estruturas sob pressão climática

O episódio volta a evidenciar a vulnerabilidade das infra-estruturas de transporte aos eventos climáticos extremos, num período em que o país enfrenta cheias recorrentes e precipitação acima da média, com impactos directos na mobilidade, na logística e na actividade económica.

A retoma da circulação ferroviária dependerá agora da estabilização das condições meteorológicas e da conclusão das avaliações técnicas em curso, num contexto em que a ferrovia continua a desempenhar um papel central na coesão territorial e no transporte de passageiros no sul de Moçambique.

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