
Governo Quer FDEL a Enquadrar a Juventude como Eixo Económico da Activação Produtiva nos Distritos
- O Fundo de Desenvolvimento Económico Local é perspectivado como instrumento regular de dinamização da economia local, com foco na geração de rendimento, valorização de recursos endógenos e integração produtiva da juventude.
O Governo está a enquadrar o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) como um instrumento económico estruturante para a activação da economia nos distritos e municípios, com particular incidência na integração produtiva da juventude. Segundo o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, o enfoque passa por transformar o potencial demográfico em actividade económica efectiva, assente na produção, no rendimento e na valorização dos recursos locais.
Juventude tratada como variável económica
Na abordagem apresentada pelo Executivo, “a juventude é tratada como factor produtivo da economia local, e não apenas como destinatária de políticas sociais”, afirmou o Ministro da Planificacao e Desenvolvimento, Salim Valá, a maergem do encontro que manteve com a Baronesa Jenny Chapman, Ministra do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional e África, na sua recente vista à Moçambique
“A juventude deve ser integrada na base produtiva dos distritos, através de actividades económicas concretas, que gerem rendimento e dinamizem a economia local”, afirmou Salim Valá.
O FDEL surge, neste contexto, como um mecanismo de apoio a iniciativas económicas com capacidade de absorção de mão-de-obra jovem, nomeadamente na agricultura comercial, agro-processamento, comércio estruturado, serviços locais e pequenas actividades industriais.
Recursos endógenos como base da dinamização económica
O Ministro sublinhou que a estratégia do FDEL assenta na valorização dos recursos existentes em cada território, evitando modelos desajustados à realidade local.
“Os distritos têm recursos próprios — terra, água, produção agrícola, mercados — que devem ser transformados em oportunidades económicas, sobretudo para os jovens”, referiu.
A lógica de intervenção privilegia actividades ajustadas à vocação produtiva local, promovendo cadeias económicas curtas e maior circulação de valor dentro das economias distritais.
FDEL como instrumento de política económica territorial
O Governo enquadra o FDEL como um instrumento regular de política económica descentralizada, articulado com os planos distritais e municipais.
“O Fundo não é um mecanismo assistencial. É um instrumento económico que deve apoiar projectos viáveis, com impacto real na produção e no rendimento local”, destacou o Ministro.
A orientação passa por apoiar iniciativas com potencial de sustentabilidade económica, capacidade de replicação e impacto mensurável na base produtiva dos territórios.
Combate à pobreza através do rendimento
Segundo Salim Valá, o combate à pobreza deve ser encarado numa lógica económica, centrada na geração de rendimento e de oportunidades produtivas.
“A redução da pobreza passa pela criação de rendimento e de emprego local, e não apenas por transferências”, afirmou.
Neste sentido, a integração económica da juventude é vista como elemento-chave para reduzir vulnerabilidades sociais, aliviar pressões sobre o emprego urbano e reforçar a sustentabilidade social e fiscal de médio prazo.
Critérios de implementação e eficácia
O Ministro sublinhou que a eficácia do FDEL dependerá da qualidade da selecção dos projectos, do acompanhamento técnico e da articulação com as estruturas locais de governação.
“É fundamental garantir que os recursos do Fundo sejam aplicados em iniciativas economicamente viáveis e alinhadas com as prioridades dos distritos”, acrescentou.
A monitoria contínua e os ajustamentos operacionais são apontados como essenciais para maximizar o retorno económico e social das intervenções.
Economia local como pilar do crescimento inclusivo
O enquadramento do FDEL reflecte uma aposta na economia local como pilar do crescimento inclusivo, com a juventude a assumir um papel central na dinamização produtiva dos distritos e municípios. A materialização desta abordagem dependerá da capacidade de transformar financiamento em actividade económica sustentada e em rendimento efectivo para as populações.
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