Investimentos em infraestruturas de transporte e logística ascendem os 700 milhões de dólares

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  • O Executivo quer elevar o contributo dos corredores no fomento da industrialização

Em virtude do nexo entre a Industrialização e designadamente devido a relação de interdependência existente estas áreas, o Governo tem vindo a criar condições para fazer fluir investimentos necessários para robustecer as infraestruturas de transporte e logística, de mo que, entre outros impactos, estas facilitem o acesso aos mercados e conectam os centros de produção aos centros de consumo.

O sector é deficitário, e carece de financiamentos, não obstante o que neste momento já está em execução.

Entre as estratégias para dar um maior dinamismo e eficiência ao sector, o Governo vai criar instituições de gestão de corredores, entendidas “como instituições estratégicas para promove-los, desenvolve-los e integra-los no processo de industrialização do país”

As instituições em perspectiva irão tratar de todos os aspectos de transporte e trânsito de mercadorias num determinado corredor, lidando com uma vasta gama de questões, como infra-estruturas, alfândegas, estrangulamentos na cadeia de serviços e taxas a aplicar aos utentes, bem como o respectivo desenvolvimento ao longo do corredor.

Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala

“As mesmas irão colaborar  com o Governo e os agentes privados na definição de políticas de beneficiação dos nossos recursos naturais, principalmente dos minerais estratégicos com o objectivo de se criarem industrias diversas nos corredores e transformar os corredores de desenvolvimento em corredores inteligentes através da digitalização e transformação da nossa economia em economia digital que possa participar efectivamente na 4ª revolução industrial; isto é na partilha das oportunidades do futuro”, disse o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, quando se debruçava sobre o assunto na XVII Conferencia Anual do Sector Privado (CASP),

Neste momento os principais corredores de desenvolvimento do País estão a ser alvo de investimentos em diferentes regimes, entre as quais as parcerias público-privadas. Com efeito, nos corredores de Nacala, Beira e Maputo, estão a ocorrer trabalhos que vão desde, a reabilitação até a ampliação ou expansão das facilidades, até mesmo a construções de infraestruturas de raíz, com vista a tornar estes não apenas mais funcionais ou eficientes, como também regiões de industrialização

No corredor de Nacala, o Projecto de Reabilitação, Modernização e Expansão do Porto de Nacala – fases I & II, irão absorver investimentos até 300 milhões de dólares.

No Corredor da Beira, a reabilitação da Linha Férrea de Machipanda, absorverá US$ 200 milhões, a construção do ramal Dona Ana – Vila Nova da Fronteira, tem um investimento de US$ 30 milhões, enquanto que a reabilitação e o aumento da capacidade da fábrica de travessas de Dondo, vai custar US$ 4 milhões.

No Corredor de Maputo, na duplicação da Linha de Ressano Garcia (46 Km de via), estão a ser investidos US$ 66 milhões, a reabilitação de uma ponte na Linha de Goba e construção de uma ponte no ramal de Salamanga, custa US$ 6 milhões e a reabilitação da Fábrica de Travessas de Maputo, custará US$ 6 milhões. Está também em curso a construção de 2 Linhas de desvio para a Fábrica de Cimento Dugongo em Salamanga que custará US$ 3.5 milhões, e o Terminal Aduaneiro de Ressano Garcia representa um investimento de US$ 3.5 milhões

O mais significativo investimento no Corredor de Maputo é a reabilitação dos Cais do Porto de Maputo e Porto Seco para a triagem de Camiões, que custará US$ 95 milhões.

É com estes investimentos e outros ainda em fase de estruturação, acrescidas de um pacote de reformas sobre vários aspectos do sector que o Ministério dos Transportes e Comunicações, pretende catapultar os corredores de desenvolvimento para outros patamares de produtividade e eficiência e competitividade, facilitando a implantação de polos de desenvolvimento, através da industrialização.

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