
LAM Garante Combustível Para 30 Dias E Mantém Operações Apesar De Pressão Nos Mercados Energéticos
Companhia assegura continuidade dos voos domésticos sem aumento de tarifas, num contexto de tensões geopolíticas e volatilidade nos preços do petróleo
- LAM assegura combustível para pelo menos 30 dias e mantém plano operacional;
- Companhia não prevê reduzir voos nem aumentar tarifas no curto prazo;
- Abastecimento depende de distribuidoras como Puma Energy e Petromoc;
- Portos nacionais continuam a receber volumes significativos de combustíveis;
- Pressões externas podem impactar custos e decisões futuras.
Companhia mantém estabilidade operacional em ambiente externo adverso
As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) garantem dispor de combustível de aviação suficiente para assegurar as suas operações durante os próximos 30 dias, afastando, para já, riscos de interrupção ou redução da frequência de voos nas rotas domésticas, segundo informou a Agência de Informação de Moçambique (AIM).
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa, que assegurou que a companhia continuará a operar normalmente, sem alterações ao plano de voos.
“Não vamos diminuir nenhuma rota, não vamos diminuir nenhuma escala. Vamos continuar a trabalhar normalmente”, afirmou, citado pela AIM.
Cadeia de abastecimento assegurada por operadores nacionais
O abastecimento de combustível de aviação à LAM é garantido sobretudo pelas distribuidoras Puma Energy e Petromoc, responsáveis pelo fornecimento de Jet A1, assegurando a continuidade das operações da companhia aérea nacional.
Segundo Agostinho Langa, a garantia actual cobre pelo menos um mês de operações, sustentada pela confiança nos compromissos assumidos pelos fornecedores.
Esta estabilidade na cadeia de abastecimento surge num momento particularmente sensível para os mercados energéticos globais, marcados por tensões geopolíticas e incerteza quanto à evolução da oferta.
Pressões externas podem alterar o cenário
Apesar da actual estabilidade, o PCA do CFM alertou para o impacto potencial da conjuntura internacional, nomeadamente das tensões no Médio Oriente e das relações entre os Estados Unidos e o Irão, que continuam a influenciar os preços do petróleo.
“Se houver aumento do preço do combustível, certamente a LAM também será obrigada a rever algumas decisões”, referiu, admitindo a possibilidade de ajustamentos futuros caso os custos operacionais se agravem.
Para já, contudo, a companhia não prevê qualquer aumento das tarifas aéreas, mantendo uma postura de estabilidade perante os consumidores.
Portos nacionais asseguram fluxo contínuo de combustíveis
Do ponto de vista logístico, os dados indicam que Moçambique continua a registar entradas significativas de combustíveis através dos seus principais terminais portuários.
No Porto da Matola, foram manuseados cerca de 200 milhões de litros de combustíveis fósseis entre Janeiro e Abril, incluindo operações recentes de descarga de cerca de 15 milhões de litros de gasóleo, segundo dados citados pela AIM.
Está igualmente prevista a chegada de novos carregamentos, incluindo cerca de 21,3 milhões de litros de gasolina, reforçando os níveis de abastecimento interno.
No Porto da Beira, foram recentemente descarregados cerca de 26 milhões de litros de gasóleo e 52 milhões de litros de gasolina, contribuindo para a estabilidade do mercado nacional.
Riscos estruturais persistem no abastecimento energético
Apesar do fluxo contínuo de combustíveis, subsistem riscos associados à volatilidade dos mercados internacionais e a constrangimentos internos, nomeadamente ao nível da liquidez das distribuidoras para assegurar pagamentos em moeda estrangeira.
Este factor poderá influenciar o ritmo de abastecimento e introduzir vulnerabilidades adicionais num sistema já exposto a choques externos.
Estabilidade no curto prazo, incerteza no horizonte
O cenário actual sugere uma relativa estabilidade operacional no curto prazo para a LAM, sustentada por garantias de abastecimento e fluxo logístico regular.
Contudo, a dependência de factores externos — nomeadamente a evolução dos preços internacionais do petróleo e as tensões geopolíticas — mantém um nível elevado de incerteza sobre a trajectória futura dos custos operacionais e das tarifas no sector aéreo.
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