
Moçambique continua a investir pouco nas culturas alimentares
Segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), o País investe pouco na produção de culturas alimentares, o que coloca o País numa posição cada vez mais cimeira de importador de alimentos e, consequentemente a ter um elevado dispêndio na aquisição de divisas para suprir as necessidades de importação de alimentos, o que expõe o País a vulnerabilidades de riscos cambiais, e volatilidade de preços internacionais desses produtos, o que precipita para o exacerbar da inflação.
Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertara que na decomposição da inflação, constata-se que subtraindo os preços dos alimentos e combustíveis, a inflação acaba reduzindo para uma cifra abaixo de 4%, o que empiricamente evidencia que a inflação em Moçambique é importada, ou seja, a inflação de custos, devido aos factores da alta do preço dos alimentos e combustíveis.
Dentre os produtos agrícolas essenciais para a segurança alimentar das famílias, que Moçambique importa, destacam-se o arroz, milho, trigo e óleo vegetal, portanto, segundo o estudo intitulado “Economia política da alocação de recursos na agricultura em Moçambique: um olhar a partir da execução do orçamento de Estado em 2021”, elaborado pelo pesquisador e docente Universitário Constantino Marrengula.
O documento refere que para um período compreendido entre 2011 e 2020, o País gastou em média anual US$ 217 milhões de dólares na importação do arroz, sendo o produto que mais faz gastar dinheiro na importação quando comparado com os outros produtos, a importação de trigo e de óleo vegetal também apresenta uma tendência similar, a média anual de importação de trigo foi USD 153 milhões entre 2011 e 2020, porém, aumentou para USD 176 no quinquénio em vigor, a importação de óleo vegetal passou de USD 126 milhões para USD 222 milhões.
O estudo conduzido pelo IESE, descreve que dos projectos mais específicos do sector agrícola, o Governo tem promovido a produção de algodão e caju, avança que, 2021, projectos de produção de algodão e caju tiveram um orçamento de quase MZN 968 milhões realizado acima de 70%, correspondendo a uma despesa efectiva de cerca de MZN 700 milhões, este valor corresponde a quase 0,2% da despesa pública total executada em 2021, a produção de outras culturas fica distribuída por outras iniciativas menos expressivas de direcções e delegações provinciais para a promoção da agricultura.
O estudo citado pelo O. Económico recomenda a mudança da orientação política do Governo para a agricultura, para uma abordagem de mobilização de recursos para o financiamento da agricultura, na orientação do financiamento para agricultura no sentido de obter-se um equilíbrio da balança entre a agricultura de rendimento e de produção de bens de consumo, por forma de alcançar o objectivo primário de segurança alimentar.
Mais notícias
-
Nyusi no Vietname com foco no fortalecimento da cooperação económica
9 de Setembro, 2024 -
Hidroeléctrica de Cahora Bassa prevê bater recorde de produção este ano
6 de Novembro, 2023 -
Empresas moçambicanas encaixaram no último ano US$ 29,4 milhões da Sasol
14 de Outubro, 2022
Conecte-se a Nós
Economia Global
Mais Vistos
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
Mais Acessados
-
Economia Informal: um problema ou uma solução?
16 de Agosto, 2019 -
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de Março, 2026














