Peru, Costa Rica e Chile foram os países que perderam mais empregos

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O Peru, a Costa Rica e o Chile foram os países onde o emprego diminuiu mais entre março e julho, na sequência da covid-19, refere um estudo que coloca o Brasil no quinto lugar da lista.

A análise, realizada pela Câmara de Comércio de Santiago do Chile e publicada na segunda-feira, aponta a América Latina como a região do mundo onde a taxa de emprego foi mais atingida pela pandemia, com seis países entre os 10 primeiros da lista dos que mais perderam empregos naquele período.

 

No caso do Peru, a redução do emprego no país foi de 39% enquanto na Costa Rica e no Chile a queda foi de 21%. No quarto lugar desta lista surge a Colômbia, com uma diminuição da taxa de emprego de 12%, seguida do Brasil, com menos 10%, e da Argentina, com menos 7%.

O estudo considera que “o denominador comum da evolução dos mercados de trabalho tem sido a perda de postos de trabalho decorrente das medidas de contenção do contágio”, bem como “o abandono da procura de trabalho por parte dos novos desempregados por falta de expectativas”, já que “grande parte das atividades económicas se encontra sob medidas de restrição”.

A situação “explica porque é que o impacto [da pandemia e das restrições] tem sido muito maior em termos de emprego do que de taxa de desemprego: se as pessoas deixam de procurar trabalho, deixam de ser contabilizadas como desempregadas”, adianta o documento.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

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