
O Quénia vai privatizar trinta e cinco empresas públicas e admite abrir capital de outras cem, anunciou o Presidente, William Ruto, lembrando as dificuldades económicas deste país africano, incluindo o pesado fardo da dívida pública.
“Identificámos as primeiras trinta e cinco empresas que vamos oferecer ao sector privado e temos cerca de cem outras”, declarou na quinta-feira, 23 de Novembro, o chefe do Estado queniano aos investidores, citado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
Na intervenção, Ruto disse que o país tem “empresas públicas muito lucrativas, mas estão sufocadas pela burocracia governamental, enquanto os serviços que oferecem podem ser mais bem prestados pelo sector privado”.
O Quénia enfrenta uma crise económica decorrente dos efeitos da pandemia de Covid-19, a invasão da Ucrânia pela Rússia, com o consequente encarecimento dos preços dos cereais e subida da inflação, e a persistente seca no Corno de África.
A dívida pública deste país da África Oriental, com cerca de 53 milhões de habitantes, ascendia a quase 65 mil milhões de euros, representando à volta de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados oficiais citados pela AFP.
A reforma cu privatização das empresas públicas foi uma das recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI), que tem em curso um programa de ajustamento financeiro no valor de quase mil milhões de dólares no Quénia, país que enfrenta o pagamento de um título de dívida em moeda estrangeira (Eurobond) no valor de US$ 2 mil milhões de dólares, ou seja, 1,8 mil milhões de euros, no próximo ano.
Para tentar reequilibrar as Finanças Públicas e facilitar o serviço da dívida, o Orçamento do Quénia para o próximo ano fiscal inclui um conjunto de medidas de austeridade, bem como novos impostos, mas foi recebido com protestos da população, redundando em manifestações por vezes violentas.
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