
Quénia recebe US$ 941 milhões de empréstimo do FMI, aliviando as pressões financeiras
O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou na quarta-feira, 17 de Janeiro, um aumento de empréstimos de US$ 941 milhões de dólares ao Quénia, com um desembolso imediato de US$ 624,5 milhões de dólares, oferecendo algum alívio ao país da África Oriental enquanto enfrenta pressões financeiras.
O desembolso ao abrigo dos programas do Mecanismo de Financiamento Alargado (EFF, na sigla em inglês) e do Mecanismo de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês) será também complementado por um desbloqueamento de US$ 60,2 milhões de dólares ao abrigo do acordo do Mecanismo de Resiliência e Sustentabilidade (RSF, na sigla em inglês).
A aprovação do Conselho de Administração eleva o compromisso total de financiamento do FMI para com o Quénia ao abrigo das três facilidades para mais de 4,4 mil milhões de dólares.
“O crescimento do Quénia manteve-se resistente face aos crescentes desafios externos e internos. Os acordos EFF/ECF e RSF continuam a apoiar os esforços das autoridades para manter a estabilidade macroeconómica”, afirmou o FMI num comunicado na quarta-feira, 17 de Janeiro.
O Quénia debate-se com graves desafios em termos de liquidez, num contexto de incerteza quanto à sua capacidade de aceder ao financiamento dos mercados financeiros antes do vencimento de uma Euro-obrigação de 2 mil milhões de dólares em Junho.
O governo afirmou que, juntamente com os fundos esperados do Banco Mundial e de bancos regionais como o Banco Africano de Exportação-Importação e o Banco de Comércio e Desenvolvimento, os fundos do FMI ajudarão o Quénia a pagar a dívida externa que se aproxima sem esgotar as suas reservas em moeda forte.
De acordo com o FMI, a balança de pagamentos e a situação financeira do Quénia também foram afectadas pelo legado da pandemia de COVID-19 e pelas frequentes secas provocadas pelas alterações climáticas, enquanto o xelim enfraqueceu.
A aprovação do novo dinheiro do FMI seguiu-se a um acordo a nível dos funcionários alcançado com os responsáveis quenianos em Novembro, com ligeiras diferenças nos valores em dólares devido a flutuações cambiais na unidade de conta dos Direitos de Saque Especiais do FMI.
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