Risco Sistémico Agrava-se com PIB a Contrair e Risco Macroeconómico a Subir

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Questões-Chave:

  • Índice de risco sistémico sobe para 35,42% em Dezembro de 2024;
  • Risco macroeconómico passa de moderado para alto devido à contracção do PIB em 4,9%;
  • Riscos de crédito, solvência e liquidez permanecem baixos;
  • Redução da prime rate melhora perspectiva de risco de mercado;
  • Expectativa é de manutenção do risco sistémico em nível moderado.

O risco sistémico em Moçambique registou uma subida significativa, atingindo 35,42%, impulsionado pelo agravamento do risco macroeconómico. A contracção do PIB, a tensão política e as vulnerabilidades climáticas reforçaram a percepção de fragilidade em alguns sectores, embora a robustez da banca e a liquidez tenham contido o impacto.

O índice de risco sistémico atingiu 35,42% em Dezembro de 2024, contra 32,29% no final de 2023, mantendo-se no nível moderado, mas em tendência ascendente. Segundo o Banco de Moçambique, este agravamento foi provocado principalmente pela elevação do risco macroeconómico, que passou de moderado para alto.

A principal causa foi a contracção do PIB real em 4,9%, após um crescimento de 4,8% em 2023, reflexo das tensões pós-eleitorais, choques climáticos e impactos indirectos de conflitos geopolíticos internacionais.

Riscos sob vigilância

  • O risco soberano mantém-se em nível severo, devido à elevada dependência do endividamento público, especialmente doméstico.
  • O risco de mercado, anteriormente crescente, mostra sinais de redução, com a prime rate a recuar para 17,40% e os custos de financiamento a moderar.
  • O risco de rendibilidade e solvência continua baixo, sustentado por rácios de solvabilidade elevados.
  • O risco de crédito permanece estável, apesar do aumento do NPL.
  • O risco de liquidez é considerado controlado, beneficiando da redução do coeficiente de reservas obrigatórias e da menor concessão de crédito.

Perspectivas futuras

As previsões do Banco Central indicam que o risco sistémico deve manter-se em nível moderado nos próximos trimestres, ainda que vulnerabilidades estruturais — como o risco climático e a pressão fiscal — imponham cautela.

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