Taxa de Juro de Política Monetária mantém-se em 13,25%

Taxa de Juro de Política Monetária mantém-se em 13,25%

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Em face das perspectivas de manutenção da inflação em um dígito, não obstante o crescente agravamento dos riscos e incertezas, com destaque para as implicações da terceira vaga da COVID-19 na economia, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 13,25%.

 O CPMO decidiu, igualmente, manter as taxas de juro da Facilidade Permanente de Depósito (FPD) em 10,25% e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 16,25%, bem como os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 11,50% e 34,50%, respectivamente.

 O Comunicado do Comité de Política Monetária (CPMO), refere que riscos e incertezas associados às projecções de inflação continuam a agravar-se. Como prova disso, afirma o Banco de Moçambique, a nível interno, destaca-se a crescente incerteza quanto ao impacto da terceira vaga da COVID-19 na economia, e a manutenção da instabilidade militar na zona norte.

Na conjuntura externa, o CPMO, nota que para além dos riscos e incertezas associados à evolução da pandemia, realçam-se os efeitos das recentes manifestações na África do Sul, o fortalecimento do Dólar norte-americano e o aumento do preço do petróleo e dos bens alimentares.

 O CPMO, recorda que as projecções de inflação foram revistas em alta, mantendo-se, entretanto, em um dígito. A inflação anual situou-se em 5,52% em Junho, após 5,49% em Maio, a reflectir, essencialmente, a depreciação do Metical. A inflação subjacente, que exclui os preços dos bens e serviços administrados e das frutas e vegetais, aumentou ligeiramente. Para o curto e médio prazo, prevê-se uma aceleração da inflação, impulsionada pelas perspectivas de aumento do preço de alimentos e do petróleo no mercado internacional.

 

Mantêm-se as perspectivas de recuperação lenta da economia em 2021 e 2022

O produto interno bruto cresceu em 0,12% no primeiro trimestre de 2021, em resultado do desempenho positivo dos sectores da agricultura e serviços públicos. Para 2021 e 2022, antevê-se uma lenta recuperação da actividade económica, impulsionada, sobretudo, pela procura externa. Com efeito, o retorno ao crescimento económico para níveis anteriores à pandemia, num contexto de limitado espaço da política monetária, do Orçamento do Estado e de escassos recursos externos, continuará a requerer o aprofundamento de reformas estruturantes na economia, com vista ao fortalecimento das instituições, melhoria do ambiente de negócios, atracção de investimentos e criação de emprego.

 

A dívida pública interna mantém-se elevada

O CPMO, faz saber que, desde finais de Maio de 2021, a dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, aumentou em 1,2 mil milhões para 206,7 mil milhões de meticais, mas, desta vez, não faz comentários sobre as prováveis implicações da situação na economia.

 

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