O Jampur Group, novo investidor do Complexo Agro-Industrial de Chókwè (CAIC), assegura que o arroz a ser produzido a partir da época agrícola 2023/24, no Regadio de Chókwè, província de Gaza, já tem mercado garantido.
A Governadora de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, em visita de trabalho aos campos de produção agrícola do Regadio de Chókwè, sublinhando que pelo nível de investimento é possível que nos próximos tempos a demanda venha a superar a oferta.
“Ainda este ano, todas as quantidades do arroz existente aqui em Chókwè poderão ser absorvidas e, talvez, venham a não ser suficientes para aquilo que são as necessidades da empresa”, vaticinou Margarida Chongo.
Margarida Chongo constatou ainda existirem muitos produtores ainda com excedentes da época passada, que não foram comercializados por falta de mercado e por desacordo em relação ao preço com os anteriores compradores.
“A empresa Jampur vem mesmo para resolver esses problemas do arroz, visto que temos muitos produtores a reduzirem o nível de produção devido à falta de mercado. Queremos encorajá-los a aumentarem os níveis de produção nas próximas campanhas, visando responder às necessidades do investidor”, apelou.
Os novos gestores da CAIC irão iniciar as operações brevemente, assim que estiverem finalizadas as negociações dos preços do arroz a serem praticados.
A governadora de Gaza explicou que o novo investidor chega em resultado do esforço empreendido pelo Governo na procura de soluções para o estímulo à produção e produtividade, no quadro das medidas de Aceleração Económica em curso no país, em conjugação com o Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI).
Na digressão por Chókwè, Margarida Mapandzene falou também da degradação do regadio, que está a provocar o assoreamento das valas, o que compromete a produção agrícola.
Acrescentou que existe necessidade de aquisição de mais tractores e suas respectivas alfaias para o fomento da produção.