
Pedro Ferraz Correia dos Reis, administrador do Banco Comercial e de Investimentos, foi morto num hotel da capital moçambicana; autoridades investigam o crime.
- Administrador do BCI foi assassinado na noite de segunda-feira em Maputo;
- Crime ocorreu num hotel da capital, com recurso a arma branca;
- Polícia da República de Moçambique confirma homicídio voluntário e investigações em curso;
- BCI lamenta a morte e destaca o percurso profissional e o legado institucional do gestor;
- Caso gera preocupação no sector financeiro e empresarial.
O português Pedro Ferraz Correia dos Reis, administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), subsidiária em Moçambique do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) e participada pelo Banco BPI, foi assassinado na noite de segunda-feira, em Maputo, num crime cometido com recurso a uma faca, confirmaram as autoridades moçambicanas.
De acordo com informações prestadas à Agência Lusa, o homicídio ocorreu pelas 23h46, num hotel da capital moçambicana. A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou tratar-se de um homicídio voluntário, adiantando que decorrem investigações com base nas gravações de videovigilância do local, não havendo ainda suspeitos identificados.
A porta-voz da PRM na cidade de Maputo, Marta Pereira, explicou que as motivações do crime só poderão ser clarificadas após a conclusão do trabalho investigativo conduzido por um comando conjunto, sublinhando que o caso está a ser tratado com prioridade pelas autoridades.
Em comunicado, o BCI lamentou profundamente a morte do seu administrador, destacando o percurso profissional de Pedro Ferraz Correia dos Reis, marcado pela proximidade, pelo compromisso com a solidez da instituição e pela valorização das pessoas. O banco sublinha que o gestor deu um contributo determinante para o desenvolvimento, a consolidação e a afirmação institucional do BCI, sempre orientado por elevados padrões de ética, profissionalismo e rigor.
“Ao longo do seu percurso no BCI, Pedro Ferraz Correia dos Reis distinguiu-se pela sua visão estratégica, elevado sentido de responsabilidade e dedicação exemplar à instituição”, refere a nota de pesar divulgada pelo banco, acrescentando que o seu legado será recordado com reconhecimento e respeito.
O BCI Moçambique é controlado maioritariamente pelo grupo CGD, que detém 61,51% do capital, através da Caixa Participações SGPS e da própria Caixa Geral de Depósitos, contando ainda com uma participação relevante do BPI, com 35,67%. A instituição ocupa uma posição de destaque no sistema financeiro moçambicano, sendo um dos principais bancos comerciais do país.
O assassinato de um gestor de topo de uma instituição financeira de referência gera apreensão no sector bancário e empresarial, levantando preocupações adicionais em torno da segurança e do ambiente de negócios, numa altura em que Moçambique procura reforçar a confiança dos investidores e a estabilidade institucional.
As autoridades asseguram que as investigações prosseguem e apelam à serenidade, garantindo que todos os esforços estão a ser feitos para o rápido esclarecimento do crime.
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