Bolsa de Valores de Moçambique aponta baterias às PME’s, sector financeiro e sector energético

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Na perspectiva de expandir o mercado secundário, ampliar a profundidade, liquidez, volume de negócios e o número de títulos e titulares registados na Central de Valores Mobiliários, a Bolsa de Valores de Moçambique, BVM, aponta como acções prioritárias a intervenção na alienação de participações sociais de Empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE), na operacionalização da Lei das Parcerias Público Privadas, Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais, conforme prevê a Lei nº 15/2011, de 10 de Agosto, que preconiza que após 5 anos de exploração, é preciso dispersar entre 5 a 20% do capital social do empreendimento, através da Bolsa de Valores , a interesses preferencialmente de nacionais.

O PCA da BVM, Salim Valá, é perenptório na defesa de que é o momento da instituição dar o próximo salto, para isso, para além da expansão do mercado secundário, perfilam igualmente como “prioridades de primeira linha”, a atracção de PME´s para o mercado bolsista, as empresas do sector financeiro, as concessões empresariais, as empresas do complexo mineral-energético, as empresas de telefonia móvel, entre outras, e a criação de novos mercados, produtos, serviços e instrumentos financeiros.

Vislumbra-se a segmentação de mercados

Salim Valá esclarece que a medida que for aumentando o número de empresas cotadas nos mercados accionistas e obrigacionistas, e à medida ainda que forem sendo lançados novos produtos e instrumentos financeiros, haverá necessidade de segmentar estes mercados, em conformidade coma sua importância, à semelhança do que ocorre em outras praças bolsistas internacionais.

No mercado accionista, por exemplo, a tendência aponta para novos segmentos de mercado, como sector financeiro (banca e seguros), indústria transformadora, agricultura e agro-negócio, transportes e comunicações, megaprojectos (Oil and Gas), construção e infraestruturas, turismo e sociedades anónimas desportivas.

Novas opções de financiamento

A BVM refere que está iminente o lançamento de novos produtos de financiamento, para atender a necessidade de alargamento do portfólio das opções de financiamento para as empresas, como sejam o caso de “Green Bonds”, “Blue Bonds”, Obrigações Municipais, Obrigações de Rendimento, Obrigações Universitárias, Obrigações Zero e Certificados de Depósitos. São soluções financeiras que têm provado a sua eficácia e eficiência em países com que o nosso país pode estabelecer algum tipo de comparação ou aprendizado de boas praticas, como sejam os casos de Cabo Verde, Quénia e África do Sul.

Tendo em conta o planeamento de médio prazo da BVM, para o período 2022-2026, o PCA Salim Valá, frisa que a instituição vai continuar a intervir ao nível da procura, induzindo a criação do hábito dos investidores / aforradores financiarem directamente as empresas, e também intervir ao nível da oferta, recordando a pertinência de os empresários usarem mais o mercado de capitais, quer pela via do lançamento de novas acções no mercado, quer ainda lançando empréstimos de dívidas, contribuindo, por esta via, para que esteja disponível ao mercado e ao público mais e melhor informação sobre as empresas a operar em Moçambique, explicitando a sua opção de fazer negócios com ética e apostando na boa governação corporativa.

O.Económico apurou junto da BVM que as projecções de médio prazo, no cenário moderado, indicarem que em 2026 poderão estar listadas na BVM cerca de 30 empresas e a capitalização bolsista em termos do PIB rondará os 35%.

Instado a referir-se nos pressupostos sobre os quais assentam estas projecções, Salim Valá, disse que a mudança é possível se o ambiente macro-económico for favorável e se os actores do ecossistema do mercado de capitais fizerem a sua parte. Da parte da BVM, reitera o PCA, “continuaremos apostados em dinamizar o mercado secundário e fazer a diferença na promoção do empreendedorismo e de negócios com ética”.(OE)

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