
Bolsas Globais Sustentadas por Perspectiva de Cortes de Juros nos EUA
- Ásia e Wall Street avançam em terreno positivo, enquanto investidores aguardam a intervenção de Jerome Powell no simpósio de Jackson Hole.
- Bolsas asiáticas atingem novos máximos, com Japão e Taiwan em destaque;
- Wall Street sustentada por resultados sólidos das grandes tecnológicas;
- Fed prepara-se para clarificar rumo da política monetária no simpósio de Jackson Hole (21–23 Agosto);
- Expectativas de corte de juros já em Setembro reforçam sentimento positivo nos mercados.
Os mercados financeiros iniciaram a semana em tom positivo, sustentados pela expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos e pelo vigor das bolsas asiáticas, ainda que a incerteza geopolítica relativa à Ucrânia continue a pairar sobre os investidores.
Na Ásia, os índices de Tóquio e Taipé atingiram níveis recorde, enquanto os principais blue chips chineses alcançaram o valor mais alto dos últimos dez meses. O optimismo foi replicado na Europa, onde futuros do Eurostoxx 50 e do FTSE registaram ganhos ligeiros, sinalizando confiança dos investidores.
Em Wall Street, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq mantêm-se próximos de máximos históricos, beneficiando de uma época de resultados sólida. As grandes tecnológicas, conhecidas como “Magnificent 7”, surpreenderam com um crescimento de 26% nos lucros do segundo trimestre, segundo dados da Goldman Sachs.
A atenção global centra-se agora no simpósio anual de Jackson Hole, entre 21 e 23 de Agosto, onde o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, deverá apresentar as linhas de orientação para a política monetária. Analistas do Citi Research acreditam que Powell sinalizará um equilíbrio entre os riscos para o emprego e a inflação, preparando terreno para uma redução da taxa directora já em Setembro.
As apostas do mercado indicam 85% de probabilidade de um corte de um quarto de ponto percentual na reunião de 17 de Setembro, com nova descida até Dezembro. A perspectiva de crédito mais barato continua a dar sustentação aos mercados, mas os investidores permanecem cautelosos perante os défices orçamentais norte-americanos e a ameaça de estagflação, que mantêm pressão sobre a curva de rendimentos.
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