
Empresários satisfeitos com a abordagem do MTC, mas apontam desafios
Empresários com interesses no sector dos transportes e comunicações, presentes na cerimónia da apresentação da visão estratégica do sector, pelo Ministro Mateus Magala, ontem, 05/04 em Maputo, reagiram com satisfação aos que lhes foi dado a conhecer.

Osório Lucas CEO do MPDC
Osório Lucas CEO do MPDC, entrevistado pelo O.Económico, a propósito, considerou o exercício “um modelo novo de prestação de contas aos cidadãos, que vale a pena pensar e recfletir sobre ele”.
Concretamente sobre as medidas anunciadas, o líder da empresa que gere o Porto de Maputo, realçou que algumas delas, são de impacto de longo prazo”, razão pela qual, entende que há necessidade de conceder algum tempo para surtam o efeito desejado. Contudo, observou Osório Lucas, sobre algumas outras medidas, espera ver seus efeitos muito em breve.
Referindo-se, especificamente aos impactos correntes no Porto de Maputo, Osório Lucas, revelou que serão introduzidas medidas de gestão de tráfego para melhorar a circulação na estrada nacional Nr 4, que clama implementação de medidas de flexibilização desta infra-estrutura que considerou de “capital corredor de transporte”, para além da introdução de medidas para melhorar a eficiência do Porto de Maputo.
“Eu penso que a eficácia das medidas irão se fazer sentir no tempo”, disse para depois acrescentar, que “quando as medidas são estruturais não se pode esperar resultados imediatos”.
“Eu compreendo a ansiedade, mas penso que a grande mensagem que eu captei aqui é que há uma estratégia, há um plano. E esse plano vai ser implementado e é possível monitorar e agora é preciso dar tempo para monitorar os resultados”. Afirmou Osório Lucas.

Fernando Couto, PCA da Manica Terminais
Por sua vez, Fernando Couto, PCA da Manica Terminais, disse que as medidas são “muito benéficas”, pela virtude de apresentar uma visão de conjunto do que se pretende fazer a nível global, dentro de um sector. Sob ponto de vista de vista de eficácia e desafio Fernando Couto disse:
“Acho que vamos caminhar para a melhoria, porque quando se tem uma direcção certa, um objetivo certo, é mais fácil de criarmos o caminho e chegarmos ao fim com resultados positivos.
Instado a pronunciar-se sobre os impactos, disse o empresário do ramo ferro-portuário, que estes, já se fazem sentir.
“Eu penso que os impactos de alguns destes processos estão a ser visíveis, sobretudo a nível dos portos e a nível dos caminhos de ferro. Para já, mas sobretudo a nível dos portos, os três principais Maputo, Beira e Nacala, nunca tiveram o movimento que têm hoje.
Já o empresário Amade Camal, preferiu destacar que a liderança do MTC, elevou a fasquia da governação em Moçambique para um patamar inovador graças à forma aberta como partilharam a visão e as soluções para o desenvolvimento do sector e do País.
Os empresários não deixaram de apontar desafios às transformações que o Ministro está a empreender. Osório Lucas, destacou, nessa perspectiva, que “o grande desafio é tentar um equilíbrio melhor entre tráfego ferroviário e rodoviário.” Baseando-se nos dados do Porto de Maputo, o CEO do MPDC, disse que os números de primeiro trimestre, um crescimento de cerca de 18% em relação ao período análogo de 2022, “impõem um maior desafio sobre os sistemas de alimentação ao porto, quer sejam a ferrovia ou a rodovia”.
“Temos que continuar no esforço de melhoria do sistema ferroviário. E quando falo em sistema, não estou a falar só a infraestrutura, […] nós, como Porto, continuamos à procura de formas de melhorar o nosso desempenho e aumentar a capacidade”. Frisou Osório Lucas.

CEO da SIR MOTOR, Amad Camal
Amad Camal destacou, sobre os desafios, o factor humano: “os desafios para o desenvolvimento em qualquer sector e em qualquer país tem a ver com recursos humanos”.
Já Osório Lucas, colocando o evento numa perspectiva mais abrangente, referiu-se ao contexto regional no seu sector marcado pela crise nos sistemas logísticos da Africa do Sul, que de alguma forma estão a beneficiar Moçambique:
“Nós temos estado a saber aproveitar as oportunidades, penso que os portos Sul Africanos tem estado a passar por momentos de alguma dificuldade, mas penso que não é só por isso que o porto de Maputo está a crescer. Está a crescer, porque toda a cadeia tem estado a melhorar”. Destacou o trabalho conjunto com as alfandegas, que tem estado a concorrer para uma melhor eficiência e, consequentemente, crescimento das operações do Porto de Maputo.
“Hoje há muitas melhorias que se fazem sentir a nível da fronteira, com a introdução de sistemas digitais na gestão de tráfego. O resultado disto é que veem cada vez mais camiões. Por isso que eu digo é preciso encontrar aqui um equilíbrio adequado entre o aumento do tráfego para o Porto, e um maior equilíbrio entre o tráfego ferroviário e rodoviário”. Frisou.
Fernando Couto comentou também sobre as reformas no sector empresarial público dos transportes e comunicações, tendo dito que anseia por melhorias palpáveis:
“Eu, como cidadão, o que espero é que tenha a possibilidade de viajar dentro do país dentro de um horário e não dentro de um calendário, como é o caso actual e em segurança, porque o caminho que estava a ser traçado era um caminho que nos impedia de termos um plano de viagem porque não sabíamos quando é que voltava e as questões de segurança começavam a ser bastante preocupantes”.
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